domingo, 31 de maio de 2009

JILÓ ESPECIAL PUBLICA SÉRIE SOBRE FOME NO RIO

VEJA A SÉRIE DE REPORTAGENS ESPECIAIS
Entrevistas exclusivas com o repórter Marcelo Canellas, da Rede Globo, vencedor de vários prêmios com reportagem sobre a fome no Brasil; e com o ex-craque Dadá Maravilha, que passou fome na infância, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, e chegou a jogar bola por um prato de comida.

sábado, 30 de maio de 2009

DE OLHO NO LANCE!

BIBLIOTECA PROMOVE ENCONTRO MENSAL DE POETAS DAS ZONAS NORTE E OESTE

Fotos: Ricardo França
Biblioteca de Praça Seca reúne poetas das zonas Norte e Oeste
O poeta Jackson Sala, de Irajá, declama um de seus poemas
O Encontro da Casa do Poeta atrai pessoas de todas as idades
PLANTÃO REDAÇÃO JILÓ PRESS

Famoso entre poetas das zonas Norte e Oeste, o Encontro da Casa do Poeta, de Praça Seca, Jacarepaguá, reuniu, neste sábado (30/05), na Biblioteca Popular Municipal Cecília Meireles, na Rua Bernardino, 218, adeptos do gênero para uma roda de poesia. Comandado pelo poeta e sonetista Romildes Meireles, o encontro teve momentos de emoção com a leitura de poemas de autores famosos e dos próprios participantes. A reunião acontece todo último sábado de cada mês, sendo que a próxima será na Casa do Poeta.

ANIVERSÁRIO - Na ocasião foi anunciada a festa de 17 anos da Casa do Poeta, programada para o dia 6 de junho, na sede da entidade, na rua Barão, 1.180, a partir das 9h. Quem for poderá recitar seus poemas, não tem limite de idade e a entrada é franca. Os dois eventos são promovidos pela Secretaria das Culturas. Mais informações, pelo telefone 3350-2140.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

MILÍCIA CONTROLA A VIDA DOS MORADORES EM QUINTINO

JILÓ DENÚNCIA
Texto: Débora Fernandes e Rosana Fleury - Técnicas de Reportagem - Equipe Ônix / Foto: Débora Fernandes

Não é de hoje que a milícia vem crescendo e tomando conta da cidade. Esse poder paralelo que vende segurança, serviços clandestinos e controla a vida dos moradores, há pouco mais de um ano dominou o bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio.

Um grupo armado que age paralelamente à polícia e se intitula como Associação de Moradores da Caixa d’Água, está atuando em Quintino, controlando o comércio e interferindo no cotidiano dos moradores do bairro, chegando a controlar o horário de chegada e saída dos moradores, que perderam a sua privacidade.

TRIBUNAL - Esse grupo, formado por policias e ex-policias, anda pelas ruas do bairro à paisana e, nessa ronda diária, eles observam a movimentação no bairro, mantendo assim o controle permanente da área. Quando alguma regra imposta pela milícia é descumprida eles tratam de tomar providências e, quando julgam ser necessário, chegam a matar.

CONTROLE - Nas regras impostas pelos milicianos no bairro, os moradores podem escutar funk, mas as músicas que fazem apologia ao tráfico estão proibidas. Se algum morador for fazer uma festa onde receberão muitos convidados, a milícia pede para ser avisada. O controle sobre viciados de drogas é total, como conta um morador do bairro, que pediu para não ser identificado com medo de represálias. “A milícia aqui manda mesmo. É ruim alguém bater de frente, porque se forem contrariados eles esculacham. Não tem muito tempo morreu um moleque com vários tiros no rosto que estava usando maconha em uma rua próximo ao morro da Caixa d’Água. Não pode dar mole”, denuncia.

CARNÊ - É implantando essa política do terror que a milícia domina a região, sobrevivendo da venda de serviços clandestinos como Tvs por assinatura e o famoso gatonet. É cobrado dos moradores uma taxa de segurança no valor de R$ 15,00, que são obrigados a pagar, via carnê mensal.

EXECUÇÃO - Os comerciantes são os que mais sofrem com a extorsão das milícias. Eles pagam uma taxa que varia de R$ 25,00 a R$ 100,00, dependendo da localização e do tamanho do comércio. Os comércios localizados na rua Clarimundo de Melo, uma das ruas mais movimentadas do bairro, pagam as taxas mais altas. Segundo moradores, um homem ficou um mês se recusando a pagar a taxa de segurança imposta pela milícia. Quando viram que o homem não ia pagar mataram a tiros o filho dele, quando voltava do trabalho.

Vários moradores já denunciaram, anonimamente, o abuso e a ousadia dos milicianos a policiais da 28ª DP (Campinho), que tem Carlos Henrique Machado como delegado-titular. Eles aguardam uma atitude das autoridades, que já começaram a atuar na área, numa operação realizada dia 28 de Maio, quinta-feira, no Morro do 18, que resultou na prisão de 16 homens ligados à milícia. Na ação, a polícia apreendeu armas e munição. O grupo é considerado um dos mais fortes do Rio e usava o Morro do 18 como sede. Com as prisões, a polícia acredita que a milícia vai perder a força na região.

JOVENS DESFILAM NA PASSARELA PARA APRESENTAR A MODA OUTONO-INVERNO 2009 NO MADUREIRA SHOPPING


Yuri Graneiro

Rodrigo Fabri

Maithê Moura

Júlia Theresa
Texto: Andrezza Henriques (6º período) - Estagiária Mídia Impressa / Pedro Cruz - Repórter Comunitário / Talita Magalhães - Repórter Comunitário / Fotos: Pedro Cruz - Repórter Comunitário

A Escola de Moda Yuri Graneiro agitou a tarde desta sexta-feira (29/05), com o desfile de apresentação da coleção Outono-Inverno. Modelos de várias idades e estilos abalaram a passarela de moda montada no 1º piso do Madureira Shopping. O objeto do evento é promover a integração dos alunos do curso com a prática do mundo da moda, divulgar marcas parceiras e importantes para o shopping. Lojas como Colombo, Skorpion, Jamf, HBS, Pixação, Aquamar, Dank e Pé de Criança estavam no desfile, que uniu roupas femininas, masculinas e infantis. Os desfiles acontecem até o dia 31 de maio, com desfiles em três horários: 13h, 16h e 19h, no Madureira Shopping, com entrada gratuita.
A modelo Maithê Moura, 14 anos, moradora de Marechal Hermes, ainda está fazendo o curso e, mesmo assim, já pôde participar de eventos de moda como este. “Entrei no curso não só para desfilar na passarela mas, também, para aprimorar a minha postura e etiqueta. Essa oportunidade de fazermos o lado prático antes de nos formarmos é essencial, pois começamos a ter noção do que virá pela frente”, afirma.
A iniciativa partiu do próprio Yuri, que conseguiu associar a divulgação de grandes marcas e modelos que estão começando e precisam ser reconhecidos no meio da moda.
Júlia Theresa, de 5 anos, é modelo-mirim e está fazendo o curso desde de janeiro. Ela adora as aulas e, principalmente, as apresentações na passarela. Sua mãe, Josilene Soares de Araújo, apóia a menina e diz que poder ter a prática antes mesmo de concluir o curso é necessário. “Na aula teórica ela não consegue ter muita atenção e acaba não aprendendo muita coisa, já nesses eventos ela aprende muito e mostra que vale a pena todo meu esforço de mãe”, acredita.
O modelo Rodrigo Fabri, 19 anos, mora em Madureira e desfilou com roupas da Colombo e da WQSurf. Atualmente é estudante de Educação Física e faz o curso de moda Yuri Graneiro. “É fundamental para a gente poder praticar o que aprendemos nas aulas. Praticar nunca é demais, pois assim conseguimos nos aperfeiçoar”.

TV JILÓ: VÍDEO DA VISITA DO JILÓ AO EXTRA

Vídeo: Guto Nascimento, 17 anos, repórter comunitário - Bento Ribeiro / Edição: Rodrigo Aquino (3º período)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

ACADEMIA POPULAR DE GRAÇA COM ÁGUA DE COCO

Texto e foto: Elaine Neves e Victor Chrisostomo - Técnicas de Reportagem- EQUIPE ESMERALDA

Na terra do Romário, na Avenida Oliveira Belo, em Vila da Penha, popularmente conhecida como 'Belo', a prefeitura disponibilizou uma academia popular a céu aberto. Para frequentar o espaço é necessário se cadastrar. Os documentos requisitados são: duas fotos 3x4, uma cópia da identidade e outra da declaração médica. Os horários são divididos entre nos período da manhã, de 6h às 11h e tarde/noite das 15h às 21h. É gratuito e são permitidas, no máximo, 20 pessoas no tempo de 50 minutos.

ÁGUA DE COCO - Depois de malhar na academia ou correr na Oliveira Belo, os frequentadores e moradores do local podem desfrutar da barraquinha de água de coco de Marcos Lázaro, 43 anos. São vendidas garrafas de 500 ml ou no próprio coco, a R$2,50. Marcos, vendedor há 16 anos no mesmo ponto, afirma ter clientes fiéis que não dispensam sua água de coco. Morador de Cascadura, ele, junto com dois ajudantes, trabalha de segunda a segunda, das 7h às 22h. “O ritmo começa bem cedo. Tenho fregueses que vêm correr ou caminhar antes de ir para o trabalho e não dispensam a minha água”, diz, orgulhoso.

QUINTA É DIA DE FEIRA NA VILA DA PENHA

Texto e foto: Elaine Neves e Victor Chrisostomo - Técnicas de Reportagem - EQUIPE ESMERALDA

“É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira. É dia de feira quem quiser pode chegar...” Como o trecho da música do Rappa, a feira é o lugar de abastecer a dispensa na semana. Moradores de Vila da Penha e adjacências podem aproveitar o tradicional pastel, peixes, frutas e verduras, todas as quintas, na rua General Silveira Sobrinho, próximo à Avenida Oliveira Belo. Os preços são dos mais variados. Quem vai de mãos vazias volta com a sacola cheia. Mas nem sempre a feira é sinônimo de preço baixo. É preciso observar o melhor lugar e pechinchar. Algumas barracas, como a de roupas, já disponibilizam máquinas de cartão de crédito, possibilitando aos seus clientes o parcelamento no cartão em 3X sem juros.

DE OLHO NA LEI

O Jiló flagrou e registrou alguns feirantes com mercadorias irregulares: CD’s e DVD’s piratas. Segundo a lei, quem alugar ou comprar cópia de obra intelectual ou fonograma (CD pirata) poderá ser preso em flagrante, perder a mercadoria e ainda estar sujeito a ter de pagar multa. Essas penalidades estão previstas na Lei 10.695, aprovada pelo Congresso Nacional em 1º de julho de 2003. Pela lei, a violação ao direito autoral passa a ser crime inafiançável, passível de prisão de dois a quatro anos e julgamento pela justiça comum. A legislação atende aos apelos principalmente de artistas e gravadoras prejudicados com o crescimento da pirataria no país.

JILÓ PUBLICA SÉRIE ESPECIAL SOBRE FOME FEITA POR 130 ESTUDANTES DE JORNALISMO DE MADUREIRA. REPORTAGEM LEVOU 6 MESES PARA SER CONCLUÍDA

Balanço
As faces da fome: RAIO X da investigação

Da Redação AGÊNCIA DE NOTÍCIAS ZUNIDO
Por Ricardo França (editor-chefe) e Marcos Benjamin (editor-web)

O JILÓ PRESS começa a publicar a partir de amanhã (sexta-feira/29 de maio), a série de reportagens especiais 'As Faces da Fome’, realizada por 130 estudantes de jornalismo de três turmas de Técnicas de Reportagem do campus Madureira, no primeiro semestre de 2006. O trabalho investigativo resultou em um livro - ainda inédito - de 150 páginas. O livro-reportagem será publicado em capítulos no blog JILÓ ESPECIAL, mais um veículo da blogsfera JILÓ BIB (Blog in Blog).
O projeto, inédito no curso de Comunicação Social da Estácio, ligado ao Laboratório de Mídia Impressa (Nucom-Madureira), visou dar a sua parcela de contribuição na discussão social sobre as questões que envolvem o problema da fome na região metropolitana e em cidades do Grande Rio. O tema, polêmico, usado por políticos de esquerda, de centro e de direita em tempos de disputas eleitorais, foi um desafio enfrentado por professores e estudantes durante os sete meses de investigação.

Ao todo foram 39 matérias apuradas em bairros diversos das zonas Norte, Oeste, além do Centro da cidade. A investigação de campo começou em Madureira, rompeu os limites geográficos do Rio e percorreu bolsões de miséria e rincões de pobreza na Baixada Fluminense. Os estudantes apuraram histórias de personagens vítimas da fome em Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Queimados e Nilópolis e até em Saquarema, na Região dos Lagos. Foram ao todo 40 horas de gravações de entrevistas (45 fitas K-7) e cerca de 500 quilômetros percorridos em idas e vindas dos estudantes-repórteres atrás das informações.

Aproximadamente 130 pessoas foram entrevistadas; 75 políticos, entre deputados estaduais e vereadores e um assessor especial da Presidência da República (Brasília); secretários de governo, dirigentes de ONGs, representantes de instituições defensoras dos Direitos Humanos e da cidadania; além de 40 especialistas em diversas áreas do conhecimento acadêmico: nutricionistas, médicos, assistentes sociais, psicólogos, professores, jornalistas, advogados, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos, policiais, defensores e promotores públicos. E, também, as vítimas das artimanhas da fome e do desemprego: uma legião de desempregados, catadores de lixo, crianças e adolescentes vendedores de bala, engraxates e estudantes de três escolas públicas municipais e de uma escola privada.

Os estudantes foram convidados a produzir desenhos e redações de forma a traduzir o que eles pensavam sobre o tema fome. O material colhido foi submetido a análise de psicólogos que avaliaram como o problema afeta essas crianças e adolescentes, muitos deles moradores de áreas miseráveis. Todo o trabalho foi apoiado e incentivado pelas diretoras de escolas.

A reportagem analisou cerca de 500 páginas de Diários Oficias do município para identificar emendas parlamentares de vereadores que nunca fizeram projetos contra a fome, mas que, em suas emendas, morderam cerca de R$ 1 milhão do orçamento de 2006 em ações supérfluas e politiqueiras - grande parte delas com disponibilização de verbas para centros sociais deles ou de aliados políticos. O levantamento revelou que, desse montante, apenas R$ 10 mil foi destinado ao combate à fome no Rio de Janeiro neste ano.
Os estudantes cruzaram os dados para chegar nas ONGs e Centros Sociais beneficiados. Contudo, muitos não possuem telefone e sequer endereços. A repórter-estudante Marcelle Alhadas tentou obter informações junto aos gabinetes dos próprios vereadores, mas nem eles souberam (ou quiseram) revelar os endereços e contatos dessas instituições. A reportagem chegou o CNPJ das mesmas, na internet, mas eles não foram localizados.

ENTREVISTA DO JILÓ COM BURACÃO REPERCUTE NO EXTRA ON LINE

Entrevista exclusiva do Jiló com João Buracão sai no Extra on line, nos blogs
do João Buracão e Casos de Cidade.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JILÓ, JOÃO BURACÃO REVELA DETALHES DE SUA VIDA. "QUERO BEIJAR NA BOCA E CONTINUAR O MEU TRABALHO"

BURACÃO: "Já fiquei com algumas bonecas e não quero namorar, por enquanto"

Por Andrezza Henriques (6º período); Rodrigo Aquino (3º período) e Yáskara Paz (6º período)

"Não sou comprometido. Esse trabalho é muito desgastante e exige muito da minha vida. Estou gostando de beijar bocas diferentes em vários buracos." Com esta filosofia de vida, ele ajudou a fechar, por conta de seu idealismo e insistência, mais de 10 mil buracos em diversas cidades do Rio. Por conta disso enfrentou poderosos, foi sequestrado, espancado, torturado e humilhado. Mas não perdeu o foco. Pelo contrário. O martírio e a injustiça lhe renderam mais forças. Continuou a sua luta denunciando o descaso das autoridades públicas. Fez greve de fome. Ganhou o apoio do povo. Foi recebido por prefeitos. Ganhou fama. Viajou o Brasil a trabalho: tapando buracos depois das pescarias. Ensinou cidadania às crianças. Ganhou respeito dos mais velhos e virou personagem de novela.

Esse cara é o João Buracão, nascido e criado na Zona Norte do Rio, terra do Jiló. João Buracão é carioca, suburbano, brasileiro, cidadão. Coração de espuma e alma de gente. De gente como a gente. Gente boa. Com muita simpatia - sua marca pessoal - recebeu a reportagem do Jiló durante visita técnica à redação do EXTRA, na tarde de ontem, e concedeu esta entrevista exclusiva aos repórteres do blog.

JILÓ PRESS - Avalie a situação dos buracos na Zona Norte. Eles estão te dando muito trabalho?
BURACÃO
- As zonas Norte e Oeste são as mais esburacadas do Rio de Janeiro. Os bairro de Madureira, Guadalupe, Deodoro, Marechal Hermes, onde eu nasci, e Campo Grande precisam muito da atenção do poder público. O pessoal rala pra caramba e compra um carro, mas sofre para conseguir andar pelas ruas, cheias de crateras.

JILÓ PRESS - Como é trabalhar com a equipe do EXTRA, especialmente o seu amigo, o repórter 3G, Fernando Torres?
BURACÃO
- O Fernando é o cara que me descobriu. Fazemos uma ótima parceria. Ajudamos muito um ao outro. Se ele não tivesse feito a reportagem em Marechal, certamente eu não poderia ajudar à população de outros lugares. Agora, o Brasil inteiro me conhece, pois denuncio buracos no país todo. Toda a galera do Extra é legal comigo. Também gosto muito do motorista Carlos Costa, que sempre me dá umas caronas para as crateras.

JILÓ PRESS - Qual foi o buraco que lhe deu mais trabalho para fechar?
BURACÃO
-Os buracos mais difíceis de fechar são os de São Gonçalo. A prefeita Aparecida Panisset demora muito para atender aos pedidos da comunidade. No início, era quase impossível, mas, de tanto eu pressionar, ela começou a melhorar algumas ruas.

JILÓ PRESS - Como é lidar, em seu trabalho, no dia a dia, com as crianças?
BURACÃO
- Minha aproximação com as crianças é uma grata surpresa, pois elas não dirigem e, logo, não sentem no volante o poder de um buraco. Mesmo assim, elas reconhecem que estou aqui para ajudar a todo mundo: crianças, adultos, idosos... Acho que o meu rosto também me ajuda. As crianças gostam de bonecos coloridos.

JILÓ PRESS - Você tem ambições políticas?
BURACÃO
- De jeito nenhum. Já fui eleito pelo povo como seu representante. Não preciso de um cargo para contribuir com meu esforço.

JILÓ PRESS - Quantos buracos você fechou até agora (estimativa), de quantos bairros aproximadamente?
BURACÃO
- Com influência direta, ou seja, visitando, ajudei a tapar mais de 100 buracos. Indiretamente, este número já passou de 10 mil, pois levei as prefeituras a investimentos maiores na área de pavimentação e conservação das ruas.

JILÓ PRESS - Por conta de sua estreia na tela, em horário nobre, na novela Caminhos das Índias, há alguma ambição de ingressar na carreira artística?

BURACÃO - O convite da Glória Perez surgiu em função do trabalho que faço na vida real. Assim, vou ajudar a tapar buraco até na ficção. Acho que vou entrar no cenário da Lapa e gravar perto da Selminha (Dira Paes), que é uma mulher sensacional. Não tenho aspirações artísticas, mas gostaria de visitar o maior buraco do mundo (Big Hole), na África do Sul.

JILÓ PRESS - Como você lida com a fama? Quando você fechou buraco número um esperava tanta repercussão?
BURACÃO
- A fama que vem do trabalho é sempre bem-vinda. Sou tranquilo. Sei que, qualquer dia, ela pode acabar. Meu objetivo é ajudar. Já fiz muito e quero fazer mais. Enquanto a população me chamar, estarei pronto para denunciar buracos.

JILÓ PRESS -Você tem medo de morrer por conta de suas denúncias?
BURACÃO - Já fui até sequestrado, mas não tenho medo. Se alguém pensar em fazer alguma coisa comigo, deve saber que estará provocando milhões de pessoas do Brasil inteiro. Não estou sozinho nesta batalha por ruas mais dignas. O EXTRA e o povo estão comigo.

JILÓ PRESS - Por conta de seu trabalho, você, hoje, é respeitado e admirado.E aí vai uma pergunta de uma fã que não quis se identificar.Você já é comprometido?
BURACÃO
- Não sou comprometido. Já fiquei com algumas bonecas e não quero namorar, por enquanto. Esse trabalho é muito desgastante e exige muito da minha vida. Estou gostando de beijar bocas diferentes em vários buracos.

JILÓ PRESS - Qual é o seu grande sonho?
BURACÃO
- Acabar com o descaso público frente à enorme quantidade de ruas esburacadas por todo o Brasil.

ROY FALA SOBRE A POSTURA DA EQUIPE EM CAMPO


Texto e foto: Fabrício Caseira - Técnicas de Reportagem -EQUIPE RUBI
Na tarde dessa terça-feira (27/05), o Madureira venceu o Tigres do Brasil por 3x0 com gols de Michel, Valdir e Jô, e se classificou para terceira fase da Copa Rio, que abre uma vaga para Copa do Brasil de 2010. Logo após a vitória, o treinador Carlos Antônio Roy, em entrevista coletiva, elogiou a postura guerreira da equipe.
“Sabíamos que seria um jogo difícil, tínhamos que definir a partida logo no primeiro tempo como fizemos contra o Friburguense. Tivemos uma excelente postura e matamos o jogo logo no inicio. Todos estão de parabéns”, afirmou Roy.
O comandante do Madura falou sobre os atributos do elenco neste bom momento que a equipe vive na Copa Rio. “Primeiramente é uma equipe jovem, que imprime um ritmo forte, de velocidade e marcação forte. O trabalho está sendo produtivo”, diz o treinador.
Finalizando a entrevista, Roy falou sobre as possíveis contratações para reforçar o time para Série-B. “Estamos tentando trazer o meia Éberson, acredito, que amanha (28/05), podemos ter essa novidade. E um atacante mais experiente, centralizado e mais forte. Acredito, que vamos conseguir."

MADUREIRA GOLEIA O TIGRES DO BRASIL

Texto e foto: Fabrício Caseira - Técnicas de Reportagem - EQUIPE RUBI

O Madureira venceu o Tigres do Brasil, por 3 a 0, em Conselheiro Galvão, pela Copa Rio. O jogo começou com primeiro tempo bem disputado. Já no segundo, o Tricolor suburbano dominou por inteiro, fazendo parecer até jogo treino, de ataque contra defesa.

A partida começou com ambos os times errando muitos passes, mas o time da casa levava uma pequena vantagem. Aos 12 minutos, Jô fez grande jogada, mas Michel não aproveitou. As 33m, o gol do Madureira saiu com Michel: 1 a 0.

Na etapa final, logo no começo, Valdir, com um golaço, ampliou a vantagem: 2x0 no placar. Aos 7 minutos, o atacante Jô marcou o terceiro gol do Madura. Aos 24, em cruzamento de Victor Silva, Arthur subiu mais que todo mundo, mas o goleiro Zee fez grande defesa, salvando o Tigres. No final, aos 44 minutos, da intermediária, Michel arriscou, porém a bola saiu longe da meta do goleirão do time de Caxias. O jogo terminou com a vitória incontestável do clube suburbano.

MADUREIRA: Renan; Valdir, Arthur, Marcio, Baiano, Victor Silva, Wagner, R. Oliveira, Bruno; Jô e Michel. Técnico: Antônio Carlos Roy.

TIGRES DO BRASIL: Lee; Guerra, Kléber, Jailson, Danilo, Santos, Denis, Marquinhos, Bocão, Eduardo e Júnior. Técnico: Carlos Alberto.

terça-feira, 26 de maio de 2009

TV JILÓ: MELHORES MOMENTOS DA VISITA DO JILÓ À SECRETARIA DE SEGURANÇA

Vídeo: Guto Nascimento, 17 anos, Repórter Comunitário - Bento Ribeiro
Edição: Marcos Benjamin

ENTREVISTA DE BELTRAME AO JILÓ É NOTÍCIA NO EXTRA

SAIBA MAIS NO EXTRA ON LINE: http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/

EQUIPE DO JILÓ VISITA A REDAÇÃO DO JORNAL EXTRA






Texto: Andrezza Henriques (6º período) Estagiária Mídia Impressa e Rodrigo Aquino (3º período) Mídia Impressa / Fotos: Guto Nascimento - Repórter Comunitário
Após entrevistarem o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, na parte da manhã, equipe de reportagem do Jiló Press, incluindo repórteres comunitários, conheceram, na tarde desta terça-feira (26/05), a redação do jornal Extra. O grupo foi recebido pelo chefe de reportagem José Maurício Costa, que explicou como é a rotina de produção do jornal e sobre como são feitas as reuniões de pauta. “Eu abro a redação às 7h. Às 13h30 fazemos a nossa primeira reunião, onde um editor de cada editoria participa. Os editores executivos participam coordenando a reunião. Às 16h30, na segunda reunião, damos um retorno sobre as matérias que não renderam, com base no que foi discutido na reunião de 13h30 e com o que apareceu de novidade nesse meio-tempo. Até o deadline, que hoje é às 21h55m, estamos atentos ao que acontece e podemos mudar todo o esquema”.
A editora do Extra on-line, Lina Marques, disse que, hoje em dia, o estudante deve fazer parte do mundo multimídia, pois a internet é um complemento, um braço forte do jornal de papel. A jornalista não acredita que o impresso vai acabar, como dizem alguns especialistas mais céticos, mas ratifica a força da internet. “Acho difícil o jornal de papel acabar. Mas, na internet temos acesso ao que está acontecendo no mundo e possui uma ferramenta muito importante, que é a interatividade com o leitor, além de ser ilimitada”, explicou. Lina apresentou os estudantes ao João Buracão e falou sobre a importância que ele tem para a população. O boneco promove a cidadania. “É importante o leitor ver seus problemas sendo defendidos por alguém, e esse alguém somos nós, somos a voz da comunidade com as autoridades”.
PERFIL 3G - Após conhecer outras áreas da redação, a equipe do Jiló foi recebida pelo editor de geral, jornalista Fábio Gusmão, que revelou detalhes sobre os bastidores da edição do EXTRA. No momento estava chegando à Gusmão o espelho da publicação, que é a página riscada, com a delimitação do espaço publicitário e o do conteúdo editorial. Até o final do dia o espelho pode ser alterado. Com relação ao jornalismo multimídia Fábio revelou que o EXTRA está investindo em tecnologia e capacitação dos profissionais, e citou o projeto repórter 3G. “Temos dois repórteres 3G que apuram dados, escrevem texto, filmam, editam e publicam conteúdo no blog, direto da rua. Já os outros repórteres fazem os vídeos de seus celulares e a edição é feita na redação”, explica Gusmão para, em seguida, falar sobre o papel das universidades nesse contexto. "As universidades que têm cursos de jornalismo precisam ter um link e estar antenadas ao que está acontecendo no mercado de trabalho. É necessário preparar o universitário para o novo formato de jornalismo. Hoje, o perfil do nosso estagiário é totalmente multimídia. Estamos sofrendo uma transformação tecnológica não só no jornalismo, mas em diversas outras áreas”, finaliza.

TV JILÓ: MONIZE, REPÓRTER COMUNITÁRIA, EXPLICA A BELTRAME COMO É O JORNAL DA SUA ESCOLA

Vídeo: Guto Nascimento, 17 anos - Repórter Comunitário - Bento Ribeiro
Edição: Marcos Benjamin

BELTRAME DÁ ENTREVISTA EXCLUSIVA À TV JILÓ

Vídeo: Guto Nascimento, 17 anos - Repórter comunitário - Bento Ribeiro
Edição: Marcos Benjamin

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA RECEBE EQUIPE DO JILÓ PRESS EM SEU GABINETE


COBERTURA ESPECIAL

Por Andrezza Henriques (6º período) Estagiária Mídia Impressa, Rodrigo Aquino (3º período) funcionário Mídia Impressa e Yáskara Paz (6º período) Colaboradora.


Repórteres Comunitários: Guto Nascimento, Monize Monteiro, Pedro Cruz, Rayane Matos e Talita Magalhães.
Fotos: Analder Lopes (ex-aluno da Estácio) / Ascom/SESEG

O Jiló Press mais uma vez saiu na frente. Fomos à Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, em uma visita guiada pelo estagiário da assessoria e web-editor do Jiló Press, Marcos Benjamin. A equipe e alguns alunos do Projeto Repórter Comunitário foram recebidos pelo secretário José Mariano Beltrame que, pela primeira vez, concedeu uma entrevista exclusiva em seu gabinete para um blog acadêmico.

A estagiária da Mídia Impressa Andrezza Henriques, 21 anos, comemorou ter acrescentado em seu currículo uma entrevista exclusiva com o secretário de Segurança. “É muito gratificante colocar em prática tudo o que aprendemos em sala de aula e no próprio Núcleo de Comunicação. Entrevistar uma pessoa pública, com um papel tão importante para o Estado é muita responsabilidade”, avaliou.

A estudante Yáskara Paz, de 20 anos, ressaltou a importância de conhecer a rotina da secretaria. “Estou muito contente em conhecer o outro lado do jornalismo, que é a assessoria de imprensa, pois é a área que desejo seguir. Fiquei surpresa do secretário José Mariano Beltrame nos receber tão bem e nos conceder uma entrevista exclusiva”.

Rodrigo Aquino, 26 anos, é funcionário da Mídia Impressa de Madureira e começou a vivenciar a experiência do jornalismo esse ano. “É interessante essa dinâmica. Comecei o curso de comunicação esse ano e, durante esse tempo, estou vendo como é o cotidiano de um jornalista. Hoje tive o prazer de entrevistar o secretário de Segurança Pública do Estado Rio de Janeiro, cada dia que passa estou quebrando meu limites e me superando.”, vibrou o aspirante a jornalista.

A repórter comunitária de Vicente de Carvalho, Monize Monteiro, de 14 anos, estuda no Colégio Municipal Rodrigo Otávio Filho, em Irajá, e faz parte da equipe do jornal acadêmico “Na Mira dos Jovens”. Ela achou interessante conhecer as dependências da secretaria de Estado de Segurança, e se surpreendeu na entrevista com o secretário. “Na hora da entrevista com o secretário pensei que ele nos receberia sério. Ao contrário, ele nos recebeu com muito carinho, e se interessou pelo nosso projeto”.

O também repórter comunitário Pedro Cruz, de 17 anos, de Irajá, estuda no Instituto de Educação Carmela Dutra em Madureira. Está completando o terceiro módulo do Projeto Repórter Comunitário, e agradece a oportunidade de conhecer o secretário de Segurança. “Foi legal a entrevista, foi gratificante e está ampliando o meu interesse e conhecimento na área jornalística”.

RECOMEÇAR A VIDA: DIREITO CONQUISTADO COM FORÇA DE VONTADE E SOLIDARIEDADE



Texto, fotos e vídeo: Andréa Loureiro - Técnicas de Reportagem - EQUIPE ESMERALDA

Recomeçar, construir uma nova vida, voltar ao ponto de partida e seguir em frente. Para muitos, isso é uma proeza quase que impossível de se alcançar. Ainda mais, depois de um grave acidente. Mas para o pedreiro Geraldo Cordeiro, 50 anos, isso foi possível. Há três anos foi vítima de um acidente, devido a uma tonteira após um dia cansativo de trabalho: sofreu uma queda na rua que resultou em traumatismo raquimedular, uma lesão na coluna vertebral, causando danos à medula e raízes nervosas.

Geraldo se internou durante um ano em um hospital e passou mais dois anos na Casa de Saúde Nossa Senhora das Dores, em Cascadura, se tratando, fazendo fisioterapia, sendo acompanhado por uma fonoaudióloga e praticando a terapia ocupacional. A terapia é uma das principais atividades disponibilizadas pelo hospital para recuperação dos pacientes. Assim, seu Geraldo reconstruiu sua vida.

“Eu sempre fui acostumado a trabalhar, nunca fui de ficar parado e, quando cheguei ao hospital, só ficava deitado. Nunca imaginei que um dia ia andar de cadeira de rodas. Até fraldas cheguei a usar”, relembra seu Geraldo, falando sobre como foi difícil o recomeço após o acidente.
Atualmente, seu Geraldo Cordeiro pode andar e mexer seus braços com facilidade. Depois de anos trabalhando como pedreiro, ele afirma ter descoberto uma nova profissão. Vive do seu trabalho artesanal, ensinado na terapia ocupacional: faz vasos, molduras, porta CDs, porta trecos e admite sentir-se muito feliz fazendo tudo isso.

“Depois do acidente tive que procurar algo para fazer. Então, aprendi a fazer esses trabalhos na terapia ocupacional. Nunca acreditei que ia ficar paralisado para a vida toda, como muitos médicos disseram. Sempre tive fé em Deus e hoje eu estou aqui”, declara, emocionado.
Na terapia ocupacional os pacientes que sofreram uma lesão neurológica ou um AVC aprendem a fazer diversos trabalhos artesanais que auxiliam e, ao mesmo tempo, motivam a recuperação dos pacientes.

A terapeuta Edna dos Santos revela que, em datas comemorativas como Natal e Dia das mães, são organizados bazares a fim de vender os trabalhos feitos pelos pacientes no hospital para que, com o dinheiro arrecadado, ela possa comprar mais material para dar continuidade à atividade e para que os pacientes não percam a motivação de fazerem seus trabalhos. O foco principal da terapia ocupacional, de acordo com a terapeuta, é recuperar também a auto-estima dos pacientes e fazer com que se socializem uns com os outros.

Mariana Conceição dos Santos, 71 anos, é também uma paciente do hospital Nossa Senhora das Dores. Ela sofreu um AVC e teve todo o seu lado direito paralisado, contudo, é uma das mais animadas na hora de fazer os trabalhos. “O que eu mais gosto de fazer é desenhar flores e colar linha nos desenhos”, afirma dona Mariana. Ao falar sobre o AVC que a vitimou, ela se emocionou e chorou. “Eu faço a terapia porque quero voltar a andar, é o que eu mais quero”. A força de vontade de dona Mariana emociona a todos os outros pacientes presentes do hospital. Recuperar a locomoção motora ou fala e poder voltar a praticar sozinho hábitos da vida diária, como escovar os dentes, se vestir, pentear cabelo e se alimentar, ou seja, alcançar sua autonomia, é um esforço individual dos pacientes Casa de Saúde Nossa Senhora das Dores, que têm a ajuda e o carinho da equipe médica da unidade.

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TRABALHANDO EM EQUIPE

Para o paciente estar na terapia ocupacional ele precisa ser atendido também por uma equipe mutidisciplinar: fisioterapeuta, psicóloga e fonoaudióloga. Ao iniciar a fisioterapia ele começa a recuperar os seus movimentos, e a terapia ocupacional, através das atividades, dá função a esses movimentos. É um trabalho que precisa ser feito em equipe. “A terapia ocupacional trabalha não só com a arte, mas também com movimentos das funções da vida diária”, ensina a terapeuta.

Segundo a fisioterapeuta Vivian Lopes, o seu trabalho consiste num processo de restituição dos movimentos agregado à terapia: “O nosso trabalho é tentar devolver as funções que o paciente perdeu ou melhorar a qualidade de vida dele a partir daquilo que “restou” e trabalhar com o lado que sofreu a lesão. Tentamos dar sustentabilidade a ele, não só com os nossos serviços, mas com a terapia ocupacional que também os ajuda a desenvolver outros tipos de aptidões”, explica

O trabalho realizado pela psicóloga Regina Lúcia Gonçalves é também fundamental em todo o processo do tratamento. Se algum tipo de depressão, falta de entrosamento ou negação de participar das atividades é detectado por alguém da equipe, cabe ao profissional passar essa informação à psicóloga, para que ela possa conversar com o paciente e averiguar qual é o problema dele para que, assim, ele possa retornar à suas atividades individuais e em grupo.

No caso de pacientes onde a sequela foi no campo da fala, a responsabilidade fica nas mãos da fonoaudióloga Mônica da Silva. Além da fala, ela trabalha com a parte cognitiva, porque aí o paciente pode melhorar a dicção e a percepção. “O meu trabalho é voltado para a cognição, porque, sem ela, não se consegue fazer outras coisas. Há muitos casos aqui de pacientes que não vão atingir a fala, por isso procuro focar mais nessa parte da cognição, para tentar melhorar a compreensão e a inteligência do paciente e, também, a sua qualidade de vida. Mesmo o paciente não falando, ele pode nos compreender bem e fazer algum tipo de gesto em reposta, que também é compreendido”, revela Mônica.

DELITOS NOSSOS DE CADA DIA...

A PLACA DESRESPEITADA

Texto e foto: Leandro Caminiti - Técnicas de Reportagem - Equipe Ônix

Na Zona Norte não é difícil encontrar a famosa placa do “proibido estacionar” com algum veiculo estacionado próximo a ela. O que atribui esse desrespeito à placa é o excesso de veículos que o Rio de Janeiro possui. Em Quintino, a quantidade de carros estacionados de forma irregular é constante em todos os horários, tanto do dia quanto à noite, e os proprietários dos veículos sabem que essa forma é arriscada. “Meu carro já foi rebocado duas vezes, mas não tem onde estacionar mais. Para todo lugar que você olha tem carro e mais carro. Dessa vez estacionei o meu na frente da minha loja. Passo o dia olhando para ele e, se por um acaso vier algum reboque eu tiro na hora. A placa, para mim ,não quer dizer nada. Não vou andar de ônibus tendo meu carro. Procura saber se essa dificuldade de estacionar acontecesse com os governantes. O que eles fariam a respeito? Tenho certeza que fariam o mesmo, ou o número de placas iria diminuir muito. Por mim pode fotografar a minha placa, ela já está visada mesmo”, desafiou o comerciante veterinário Leandro Gonçalves.

A PLACA ENTORTADA

A avenida Dom Helder Câmara tem grande fluxo de veículos durante todo o dia e alta quantidade de transporte público. Por isso mesmo deveria ser cuidada pela prefeitura. Um dos problemas da via - uma das mais importantes da Zona Norte - é o vandalismo e acidentes causados por imprudência ou alta velocidade de motoristas. Na foto acima, a placa de sinalização sofreu um impacto tão forte que virou completamente, tornando-se inutilizável. “O problema é que a batida que virou a placa já aconteceu há mais de um ano e meio e ninguém providenciou o conserto, assim como os buracos e entupimentos que tem na Avenida", denunciou a moradora Creusa Silva Ferreira. Os motoristas - a exemplo do que conduz o ônibus na imagem - não conseguem ver o que a placa indica, podendo causar mais transtornos e acidentes do que a Avenida já apresenta.

A PAREDE SUCATEADA

No decorrer dos anos, as construções antigas dão lugar a monumentos, prédios, estabelecimentos novos, oferecendo uma cara melhor ao Rio de Janeiro. O bairro de Quintino também é conhecido por antiguidades. Contudo, existe uma grande diferença entre construção antiga e má conservação da propriedade que, unindo com a má conservação da calçada, transmite a imagem de completo desleixo. Essa má conservação acarreta diversos problemas. No caso da foto acima, o abandono comprometeu a estrutura do muro. Sua queda pode ferir alguém que esteja passando, assim como a calçada pode provocar quedas a pedestres, além e de prejudicar deficientes que obrigatoriamente passam pelo meio da rua, arriscando-se.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MADUREIRA SE PREPARA PARA ENFRENTAR O TIGRES DO BRASIL

Texto: Fabrício Caseira - Foto: Site Oficial do Madureira.E.C - Técnicas de reportagens - 3 período - EQUIPE RUBI

No treino dessa segunda-feira, o treinador Carlos Antônio Roy, começou a montar o time que pegará o Tigres do Brasil, na quarta-feira (27/05), às 16h (horário de Brasília), em Conselheiro Galvão. O Madureira tem dois importantes desfalques para o jogo: o atacante Lino e o zagueiro Edinho, ambos os com terceiro cartão amarelo.

O jogador Victor Silva, provavelmente será o substituto do defensor suspenso, já no ataque, Roy só deverá apontar o companheiro de Michel, no treino de terça-feira (26/05).O atleta Márcio Cleick, que estava suspenso contra o Friburguense, já está a disposição novamente O tricolor suburbano, atualmente ocupa a segunda colocação do Grupo B, com 11 pontos conquistados e com uma vitória, se classificará para terceira fase da Copa Rio.

DIA DO DESAFIO NO ENGENHO NOVO

A SuperVia, em parceria com o SESC Rio, promoverá na quarta-feira, dia 27, das 16h30 às 18h, o Dia do Desafio, na estação de Engenho de Dentro. No evento, haverá dois recreadores que farão uma blitz com o objetivo de estimular os passageiros para realizar exercícios físicos de uma forma criativa e divertida. Além disso, um DJ ficará encarregado de animar os movimentos das pessoas. O evento tem a finalidade de quebrar a rotina e estimular os passageiros a levar uma vida saudável.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o sedentarismo é uma das principais causas de morte e debilitação. Pessoas sedentárias têm o dobro de risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e até depressão. Por este motivo, fazer atividades físicas por pelo menos 15 minutos por dia é essencial. E no Dia do Desafio os passageiros aprenderão que fazer exercícios físicos também pode ser uma forma de se divertir.

CERCA DE 5 MIL PESSOAS VÃO À FESTA DE ANIVERSÁRIO DO BAILE CHARME DO VIADUTO DE MADUREIRA


Texto e foto: Pedro Cruz (Repórter comunitário)
O viaduto Negrão de Lima ficou engarrafado de gente na madrugada deste domingo (24/05). Cerca de 5 mil pessoas de todas as idades e de diversos bairros e comunidades das zonas Norte, Sul e Oeste, inclusive de outras cidades, como Volta Redonda, Resende, Niterói, São Gonçalo, Queimados e até de São Paulo, foram ao viaduto prestigiar o 19º aniversário do baile charme mais famoso e tradiconal do Rio. Um gigantesco palco foi montado no estacionamento onde se apresentaram os DJs. As atrações principais da noite foram as apresentações dos Djs Corello, Fernandinho e Orlando, mais conhecidos como os "Três Tenores".
Em torno do viaduto, uma grande fila se estendeu para compra de ingressos de última hora. Por volta de 2h30 da madrugada, os portões tiveram que ser fechados por causa de um grande número de pessoas na festa. O evento acabou por volta de 6h30. Após o término da festa, os frequentadores saíram em direção ao outro lado da rua para se reunir e alongar a comemoração.

domingo, 24 de maio de 2009

TV JILÓ: PAULO DECLARA O SEU AMOR À ZONA NORTE


TV JILÓ. EQUIPE DE PRODUÇÃO:
Aline Vieira (6° Período), Renata Trindade (5° Período),
Mariana Soares (2° Período) e Talita Paranhos (2° Período)

NABANTINO E MARIA

Fotos cedidas pela atriz Erika Liporaci


Texto: Andréa Loureiro - Técnicas de reportagem - EQUIPE ESMERALDA

Para a galera da Zona Norte que curte eventos culturais vai aí uma boa dica. O Espaço Cultural Tocando em Você na Tijuca apresenta 4ª Cênicas com a peça: “Nabantino e Maria - Um centenário duelo de palavras” em memória de Artur Azevedo e Machado de Assis.

O espetáculo homenageia dois conceituados e prestigiados escritores brasileiros Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo e Joaquim Maria Machado de Assis. A peça na verdade mostra um encontro entre os dois autores e a partir desse encontro eles travam uma discussão cordial sobre qual dos dois foi o mais genial em vida.

A peça foi exibida nos dias 06,13 e 20 de Maio, mas quem não assistiu ainda tem uma última chance, dia 27 de maio é o último dia. Então aproveitem, o Espaço Cultural Tocando em Você fica na Rua General Roca, 518 – Tijuca toda quarta-feira de maio às 18h30 e o ingresso custa R$ 12,00.

Elenco: Antonio Sciamarelli, Erika Liporaci, Gedivan de Albuquerque, Jairo Goulart, Karlla Bastos e Soninha Silva.

Cenografia, caracterização e figurino: Jairo GoulartOperação de som: Antonio José MartinhoRoteiro, textos condutores e direção: Antonio SciamarelliProdução: Cia de Lobos.

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