quinta-feira, 30 de julho de 2009

80º FÓRUM DE SEGURANÇA ACONTECE SEM AS AUTORIDADES DE SEGURANÇA DA REGIÃO

Felipe na bronca: "Não aceitamos mais andar bovinamente, abaixando a cabeça"
Texto: Andrezza Henriques (7º período) / Estagiária Mídia Impressa e Yáskara Paz (7º período). Fotos: Michael Meneses / Vídeo TV JILÓ: Andrezza Henriques
O 80º Fórum de Segurança, promovido pela Associação Comercial de Madureira (ACM), foi marcado pela ausência dos principais responsáveis pela segurança da região: o novo comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), coronel Edvaldo Camelo, e o delegado Hércules Pires do Nascimento, titular da 29º DP (Madureira). Até o subprefeito da Zona Norte, André Santos, não compareceu. O encontro foi realizado na manhã desta quinta-feira (30/07), no Restaurante Art Popular, na Rua Dagmar da Fonseca, em Madureira. Marcaram presença lideranças comunitárias da Serrinha e do Morro São José da Pedra.
O presidente da ACM, Felipe Morgensztern, anunciou que não vai aceitar mais o descaso das autoridades públicas com o bairro e com a Zona Norte. “A população da Zona Norte está sempre sendo colocada à parte. O comércio paga imposto, gera trabalho, deve ser ouvido. Não aceitamos mais andar bovinamente, abaixando a cabeça. O comércio deve ser escutado, pois qualquer mudança nos influencia diretamente”, desabafou, revelando que um dos principais pontos abordados foi o aumento dos crimes de rua que são ligados a falta de iluminação no coração do bairro.
De acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o mês de maio de 2009 em comparação com o mesmo mês de 2008, teve um aumento de 214 casos (135,3%) de roubos em vias públicas na área do 9º BPM. Já os casos de latrocínio (roubos seguido de morte), em maio de 2008 foram registrados 2 casos, em abril de 2009 o número permaneceu, só que de um mês para o outro dobrou o número de casos, passando para 4 em maio de 2009. Os índices de homicídio doloso também aumentaram, em maio de 2008 foram 27 casos, exatamente um ano depois passou para 59 o número, 218,5% a mais, sendo que de abril para maio de 2009 foram 20 casos em apenas um mês. “Já pedimos providências ao prefeito e ao subprefeito e não acontece nada. Madureira está às escuras. Várias ruas estão sem iluminação. Isso atrapalha o comércio, as pessoas começam a correr com medo de assaltos. O que estamos pedindo não é nada muito difícil. As solicitações feitas durante o Fórum não geram custos exorbitantes, são manutenções básicas, como calçamento de ruas, iluminação das vias e policiamento adequado”, esclareceu Morgensztern.

DIÁLOGO – O presidente da ACM discursou mostrando a necessidade e a importância de encontros como esse para a comunidade. “Em encontros como esse podemos falar direto com as instituições. Mandar e-mail e fazer ligações nem sempre dão resultados. Assim, ajudamos também os órgão públicos a atuarem diretamente nos problemas vividos pela comunidade”. Mas Morgensztern não fez só cobranças. Agradeceu as solicitações feitas no último encontro e que já foram providenciadas, como o policiamento no ponto de ônibus em frente ao Madureira Shopping; presença da Guarda Municipal na Praça das Mães (sob o viaduto Negrão de Lima) e as coletas da Comlurb.
Felipe Morgensztern reivindicou a instalação de placas de sinalização sob o Viaduto Negrão de Lima para indicar o sentido Irajá e sentido Zona Oeste, pois a falta de sinalização causa transtornos aos motoristas que não conhecem o bairro. Solicitou, também, à Guarda Municipal, o deslocamento de um contingente para a Rua Dagmar da Fonseca, no período entre o dia 2 e 10 de cada mês, para auxiliar o fluxo de carros no entroncamento com a Rua Carvalho de Souza, na descida do viaduto Negrão de Lima. De acordo com o presidente da ACM, a movimentação fica mais intensa no início do mês por conta do período de recebimento de salários.
Marilza: "Dar esmola a moradores de rua não adianta"

A presidente do Conselho Distrital de Saúde, Marilza Nogueira, abordou um tema polêmico: a distribuição de alimentos para moradores de rua. “Dar esmola não está ajudando. Queremos resgatar essas pessoas. Há muitos seguimentos sociais que, como a igreja de Nossa Senhora das Graças, em Marechal Hermes, distribui alimentos, porém, isso não está ajudando a diminuir o número de pessoas nas ruas, gera uma aglomeração em pontos de entrega, além de ser tornar um momento propício para meliantes”, denunciou.

Elaine Santana: "A Samu não sobe a Serrinha"

SERRINHA QUER RECEBER AMBULÂNCIA DA SAMU

A representante da comunidade da Serrinha, assistente social Elaine Santana, agradeceu a melhoria da coleta de lixo à Comlurb e solicitou um respaldo da saúde para comunidade. “A Serrinha é considerada área de risco. Quando pedimos uma ambulância da Samu eles não nos atendem, pois alegam risco. Por isso precisamos de um posto de atendimento na própria comunidade, que tem mais de 20 mil habitantes”.

Jorge Pereira: "Precisamos de uma creche"

Já a comunidade de São José da Pedra, representada por Jorge Pereira, reivindica uma creche, a poda de árvores e a iluminação da Capela, além do asfalto da Rua Padre Lobato que, segundo Jorge, está em degradação. Jorge também agradeceu à Comlurb, a Guarda Municipal e a acessibilidade do delegado Hércules Pires do Nascimento.

SEBRAE – A representante da Sebrae, Sílvia Romão, compareceu ao Fórum para divulgar uma parceria com a ACM. O Sebrae vai ministrar cursos para quem deseja ser micro-empresário. O curso será gratuito e terá 150 vagas, com previsão de início para a segunda quinzena de agosto. As inscrições serão feitas na própria Associação Comercial de Madureira. Quem também faz parte dessa parceria é o Sindicato de Contabilistas, que vai disponibilizar pessoas para ficar à disposição na sede da ACM para realizar as inscrições, que ainda não tem data para começar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

BIBAS ANSIOSAS SUJAM O MEIO AMBIENTE EM MADUREIRA


MEIO AMBIENTE
O evento é só no final outubro, ou seja, daqui a quase três meses, mas as bibas de Madureira já estão fazendo barulho. Esta foi umas das centenas de filipetas espalhadas pelo meio ambiente do bairro, próximo à estação de trem. A 9ª Parada GLBT de Madureira é um evento famoso no calendário cultural da Zona Norte e reúne milhares de assumidos e simpatizantes. Mas sujar as ruas com três meses de antecedência, convenhamos, é demais, não é? Menos, rapazes...menos...

50 ANOS DE MERCADÃO DE MADUREIRA: PIRATARIA E VENDAS

Texto, fotos e vídeo (TV JILÓ): Bianca Lobianco (3º período) / Equipe ESMERALDA

No ano em que completa o seu cinquentenário, o Mercadão de Madureira foi notícia nos jornais do Rio por ganhar um presente de grego: foi alvo de diversas investidas policiais que apreenderam produtos piratas em algumas de suas 580 lojas. A mídia negativa, no entanto, não tirou o ânimo dos lojistas, que comemoram no período de festas juninas – que vai de junho a agosto – um aumento na frequencia de consumidores de 80 mil para 120 mil por dia.


Segundo diretor de marketing do Mercadão, Horácio Afonso, os casos de pirataria no maior mercado do Rio de Janeiro foram episódios isolados. “O produto pirata não é uma característica de um local, ele está espalhado, está no camelô, está em outros estados do Brasil, está em lojas de ruas, está no centro, está em todo lugar. Então, nós somos vítimas disso também. Comerciantes que ainda insistem em trabalhar com produtos piratas. Aí, acontece isso. Quem trabalha ilegal sofre as penalidades da Lei. Mas são ações isoladas que não representam muito para o mercadão”, defende.

Horácio Afonso revela que os lojistas procuram adaptar seus produtos e mercadorias às datas e períodos sazionais exploradas pelo comércio. “A nossa característica é que as lojas trabalham com vários produtos. Há poucas papelarias, mas quando chega o “volta às aulas” você vê muita loja vendendo artigos escolares. Depois vem a Páscoa, então as papelarias se transformam em lojas de chocolate. Agora estamos no período de festa junina, então, quem vendeu o caderno, já guardou no estoque. Chocolate não pode sobrar, fez promoção, acabou. E começam a trabalhar com enfeites de festa junina. E, assim, é com todas as datas festivas. Em todas as épocas oferecemos lojas com produtos específicos, e isso aumenta muito a venda”, conta.
Cliente de uma loja de temperos, o consumidor Renato de Oliveira, 54 anos, disse que é consumidor antigo do Mercadão, onde encontra especiarias raras e baratas. “É um mercado que, por ter muitas lojas, tenho facilidade em encontrar aquilo que procuro. Os preços são bem convidativos e há grande diversidade de coisas para se comprar. Eu, particularmente, gostos mais da parte comestível do mercadão. Há muitas carnes de boa qualidade, temperos diversos, ervas medicinais que sempre me ajudam quando eu estou com algum problema no organismo Não penso duas vezes e venho logo para esse cantinho aqui. A facilidade de acesso aos caixas eletrônicos e a limpeza também facilitam, e o atendimento, de modo geral, é muito bom e bem tranquilo”, conta. ECONOMIA – Inaugurado durante o governo do presidente Juscelino Kubistchek, em 1959, período marcado pela política desenvolvimentista que tinha como slogan fazer o Brasil crescer “50 anos em 5”, o Mercadão de Madureira virou patrimônio histórico e referência na Zona Norte. Tem como característica mais marcante a alta concentração de artigos religiosos afro-brasileiros, ultrapassando na quantidade desses produtos, o mercado da Bahia.

É um espaço importante para o desenvolvimento do comércio, sobretudo do comércio popular. Dividido em galerias que vão de A a G, oferece uma diversidade de produtos exóticos e comuns, como especiarias, bolsas, animais que já estão prontos para o abate e há uma grande concentração de produtos artesanais para todos os gostos. O Mercadão, enfim, se parece com um shopping. Diferencia-se apenas pela ausência de luxo e sofisticação, mas trabalha com produtos de necessidades pessoais até supérfluos, espalhados pelas 7 galerias. São lojas especializadas em doces, bolsas, artigos infantis, artigos religiosos, papelarias e alimentos. As peças são vendidas no varejo e em grande quantidade, por atacado, a preços abaixo do mercado. Além de ter, também, restaurantes e lanchonetes, o Mercadão conta com casas lotéricas, bancas de jornal, caixas eletrônicos, correios, escadas rolantes e elevadores, tudo para facilitar a vida de seus consumidores.
ESTACIONAMENTO – Em meio a tanta oferta, um dos problemas do Mercadão de Madureira é a dificuldade de estacionar carros. Há poucas vagas para muita gente e isso deixa as pessoas impacientes e dificulta a compra. Outro problema que agrava o humor das pessoas é o calor. Infelizmente, por ser um estabelecimento popular e sem luxo, o local não disponibiliza ar condicionado, e isso faz com que fique muito calor dentro do local. O Mercadão fica aberto de Segunda a Sábado, de 6h às 19h; e Domingos e Feriados de 7h às 12h.

domingo, 26 de julho de 2009

'MÃES SIM, ALUNAS TAMBÉM'

Bruna, Elaine e Magda: mães adolescentes na escola com seus filhos
'MÃES SIM, ALUNAS TAMBÉM'
REPORTAGEM - GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Texto e fotos: Viviane Teixeira Chaves

Quatorze anos e uma descoberta: grávida de dois meses. Bruna Laís da Silva Monteiro passou por esse drama há seis anos. Ainda cursava a 8ª série, quando descobriu que daria luz a uma criança. Atordoada com a novidade, Bruna pensou em fazer um aborto, mas como descobriu um pouco tarde, o medo de que o filho nascesse com alguma deficiência, foi maior. Diante disso, a adolescente tomou a seguinte decisão: a de assumir a maternidade.
Ultimamente, é comum encontrar na rua, no bairro, na faculdade, na escola ou no trabalho, pelo menos uma menina com menos de 21 anos que já tenha se tornado mãe ou que esteja grávida. Por causa disso, muitas jovens se veem obrigadas a deixar os estudos de lado para cuidar dos filhos. Isso acontece porque, dificilmente, encontra-se uma pessoa confiável para ficar com a criança.
PRECOCIDADE – A gravidez precoce é considerada um caso de saúde pública no Brasil. Em 2002 e 2003, foi feito um último levantamento sobre o tema pelo Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. Foi registrado um total de 3.059.402 e 3.038.251 nascidos vivos, respectivamente. Destes, 693.101 (22,7%) e 673.045 (22,2%) eram filhos de mães adolescentes, entre 10 a 19 anos. Em cada um desses anos, 0,9% dos nascidos vivos foram de mães entre 10 e 14 anos. Já em 2002, foi verificado que 21,8% dos nascidos vivos eram de mães entre 15 e 19 anos. Em 2003, 21,3% dos nascidos vivos foram de mães nessa faixa etária.
A Região Norte apresentou o maior índice de gravidez na adolescência (10-19 anos), com 29,6% e 29,1%. Em segundo, a Região Centro-Oeste, com 24,1% e 23,3%. Destaca-se também a Região Sudeste com a menor proporção de mães no mesmo grupo de idade, de 19,2% e 18,3% nos anos de 2002 e 2003, respectivamente.

Tendo em vista esse cenário e consciente da importância de se concluir o ensino médio, a Instituto Normal Estadual Carmela Dutra, localizada na Avenida Edgard Romero, em Madureira, criou o “Carmelinha”, escola que vai até a 4ª série e que fica nos fundos do colégio e é aberta para os filhos das alunas e funcionárias do local.

– O Carmelinha foi criado pelo antigo diretor, o professor Geraldo Ribeiro. E eu dou total apoio – afirma, com entusiasmo, o diretor-geral da escola, professor Marcelo da Silva Lisboa.

O Carmelinha foi construído há nove anos. Começou como uma creche, chamada Joaninha, onde apenas os bebês das alunas eram atendidos. O sucesso do projeto fez a escola investir mais. De acordo com a orientadora educacional do Carmelinha, pedagoga Flávia da Conceição Domingos Dias, o número de alunos totaliza 417.

– A procura fez a escola aumentar. Hoje, o número de alunas que têm filhos matriculados aqui se aproxima a 20. Considero essa iniciativa um exemplo para outras escolas. É uma oportunidade para que essas adolescentes concluam o normal e possam, futuramente, oferecer uma vida melhor aos seus filhos. Além disso, a escola só tem a ganhar. O Carmelinha, este ano, tornou-se um colégio de aplicação. Cada aula é assistida por duas normalistas. É uma espécie de estágio para que as meninas tenham contato com a prática – explica Flávia.

Elaine, Bruna e Magda aprovaram a iniciativa da creche Carmelinha

Bruna Laís, hoje com 19 anos, é uma das alunas normalistas do Carmela Dutra. Seu filho, Alexandre Monteiro Cavalcante, 4 anos, é um dos estudantes do Carmelinha. A jovem garante que ter um lugar para deixar o filho, é um presente. A mãe precoce se sente segura em saber que Alexandre está no mesmo lugar que ela. Outro motivo que não pode ser descartado é a ótima oportunidade para dar prosseguimento aos estudos, fator que angustiou a menina ao receber o resultado do exame de gravidez aos 14 anos de idade.
– Eu fiquei sem chão. Fiz o teste de farmácia e, quando vi que era positivo, me desesperei. Foi péssimo. Não sabia como contar para os meus pais. Pensei em como seria o meu futuro a partir daquele instante e acho que foi por isso que pensei primeiro em abortar. Minha mãe ficou duas semanas sem falar comigo. A família toda ficou chocada. E eu, com muita vergonha disso tudo, é claro – recorda.
Outra normalista grata à iniciativa do Carmela Dutra é Elaine Regina Moledo Pinto, 21. A aluna engravidou aos 17 anos. Já se passaram quatro, mas a lembrança do constrangimento de ter engravidado nova ainda é viva em sua memória. Elaine lembra o quanto foi criticada pela família e amigos. Porém, segundo ela, o medo de ter o futuro prejudicado e não ter nada de bom para oferecer à filha a assustou muito mais.
– O clima lá em casa foi só decepção. Não teve uma pessoa da minha família que não pensasse: “a Elaine, tão inteligente, grávida?” Quando minha filha nasceu, tive que interromper meus estudos, porque minha mãe não ficava com a menina. O único apoio que minha mãe me deu foi financeiro. Tive medo, mas fui obrigada a abrir mão da escola. Alguém tinha que cuidar da minha criança, – desabafa Elaine, mãe de Beatriz Pinto Corrêa, 3.
Apesar do susto, Elaine não pensou em aborto. Ela tinha consciência do que tinha feito e, desde o momento que soube da notícia, assumiu a maternidade. Segundo Elaine, ela só voltou a estudar porque conseguiu matricular a filha no Carmelinha. A ex-sogra ajudava a cuidar da menina, mas não era sempre que a avó podia. Então, optou por esperar até que Beatriz tivesse idade suficiente para ingressar no Jardim I.

– Estudamos no mesmo turno. Isso facilita muito. Uma vez ouvi dizer que a iniciativa do Carmela Dutra incentivava a gravidez. Isso é uma tremenda ignorância. É totalmente o contrário, é um passo para que o jovem não pare de estudar. Eu sou um ótimo exemplo. Se o Carmela não possuísse esse projeto, seria muito provável que eu ainda estivesse em casa, cuidando da minha filha ou com problemas sérios para conciliar os horários dela com os meus. Aqui, também, é uma excelente escola. Vejo minha filha aprender e me sinto segura, porque estou perto – revela.

A situação de Bruna não foi diferente de Elaine. Voltar a estudar depois de ter se tornado mãe, é quase sempre um problema. Bruna acredita que se não tivesse encontrado o Carmelinha, ela teria parado de estudar.

– Para retornar aos estudos, primeiro teria que achar alguém de confiança para ficar com o Alexandre, o que já seria um problema. Com isso, a minha prioridade passaria ser de estudar para trabalhar – afirma.


Aqueles que pensam que não ter com quem deixar os pequenos é um problema exclusivo das adolescentes, enganado. Magda Iorá Marques, 27, se casou antes de concluir o ensino médio. Mas a esperança de voltar a estudar permaneceu viva dentro dela. Hoje, mãe de Anthony Marques Batista, 3, Magda elogia a idéia do Carmelinha e se diz ser uma das privilegiadas por causa do local.

– Depois que meu filho nasceu, fiquei dois anos sem estudar justamente porque não havia ninguém para tomar conta dele. Consegui uma vaga para ele aqui e o matriculei. Durante todo o ano viemos juntos para escola, o que é muito legal. Mesmo que eu tivesse que pagar uma pessoa para ficar com ele, eu não ficaria tão tranquila. Meu marido e eu ficamos sossegados – explica Magda.

CRIANÇAS GOSTAM DA ESCOLINHA

'MÃES SIM, ALUNAS TAMBÉM'
REPORTAGEM - GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Texto: Viviane Teixeira Chaves

Está comprovado que as ‘alunas-mães’ aprovaram o projeto do Carmelinha. Para elas, a iniciativa é nota 10. Porém, não são apenas as mamães que estão satisfeitas com a escolinha. As crianças também. Beatriz, filha de Elaine, adora ir à escola com a mãe, voltar da escola e vê-la nos intervalos das aulas.
– Gosto muito daqui, da merenda e da bola. Quando crescer, quero ser professora que nem a tia Luzia – diz Beatriz, do Jardim I, se referindo a sua professora de classe.
Alexandre é outro que considera ir para escola uma festa. O menino, amigo de Beatriz, é uma das crianças mais agitadas da classe, segundo a professora Luzia. Xande, como é chamando pela mãe, Bruna, se empolga ao falar do Carmelinha.
– Gosto de tudo. Gosto de vir com a minha mãe para cá – revela Alexandre, também aluno do Jardim I.
Bruna, Elaine e Magda se consideram pessoas premiadas por terem o privilégio de continuarem a estudar, mesmo depois de serem mães. Apesar de muito novas, Bruna e Elaine valorizam a oportunidade e torcem para que projetos como esse cheguem a outras instituições.
Servente do Carmela Dutra, Maria da Glória Pereira Ferreira trabalha na casa há 23 anos e apóia a iniciativa da escola.
– Sou casada há 37 anos. Não tive filhos biológicos, mas considero todos eles os meus filhos. Toda criança precisa ir à escola e todo adolescente também. Aqui, isso é possível, diz a funcionária.

POR QUE NÃO SE PREVINIR?

'MÃES SIM, ALUNAS TAMBÉM'
REPORTAGEM - GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Texto: Viviane Teixeira Chaves
Uma pergunta e apenas uma resposta. Isso foi o que aconteceu numa enquete realizada para saber o porquê que as adolescentes não usaram preservativo antes terem relações sexuais. A resposta foi unânime e surpreendente: “Pensei que nunca fosse acontecer comigo”.
Thaysa de Lima Azevedo, 17, engravidou aos 15. A jovem revela que descobrir que estava grávida tão nova não estava em seus planos, da mesma forma que aconteceu com Bruna e Elaine.
– Logo que descobri pensei em fazer um aborto. Também passei pelo constrangimento de ter que enfrentar a família para contar o que havia acontecido. Além disso, sofri com o preconceito de algumas meninas da escola que se afastaram de mim, após a notícia da minha gravidez ter se espalhado. Minha mãe, no início, apoiou a minha decisão de abortar, mas depois da primeira ultrassonografia que eu fiz, me apaixonei pela ideia de ser mãe e ela se conformou em ser avó. Não usei preservativo, porque nunca pensei que fosse acontecer comigo – lembra Thaysa, hoje, mãe de Nicoly Cristine de Azevedo, 9 meses.
Elaine é outra que afirma não ter imaginado que um dia poderia ser mãe antes do tempo. A menina conta que só descobriu a gravidez porque passou muito mal e, que, por causa disso, chegou a ficar cerca de uma semana internada no hospital.
– Pode ser idiota, mas, também, pensei que nunca engravidaria. Soube que estava grávida ao ir ao médico me consultar, depois de passar muito mal. Eu nem imaginava o que era. Lá, eles fizeram uns exames e foi constatado que eu estava grávida de quase um mês. O médico me disse que o motivo por ter passado tão mal, só é justificado se for levado em consideração que o meu organismo ainda não estava preparado para gerar um bebê – explica a normalista.
A doutora em ginecologia, mastologia e obstetrícia, Graciara de Cássia Fardin concorda com o profissional que atendeu Elaine e afirma que isso é mais comum do que se imagina.
– Paciente grávida muito jovem sempre é preocupante. Tenho visto criança de doze anos gestante. Isso é um problema grave. A adolescente grávida fica exposta a uma série de doenças, como hipertensão e diabetes. Em alguns casos, a paciente não tem nem a estrutura óssea totalmente formada, o que é muito perigoso durante a formação do bebê no ventre da mãe e no momento do parto – explica a doutora, que atenta para a importância dos métodos contraceptivos.
De acordo com a ginecologista, os meios de contracepção vão além de evitar uma gravidez indesejada. As doenças sexualmente transmissíveis (DST) estão em alta e isso torna a camisinha indispensável.
– Mesmo que a jovem tome pílula anticoncepcional, a camisinha sempre deve ser usada. O maior risco que o ser humano corre em não usar preservativo não é engravidar, mas contrair o vírus do HIV. É triste admitir, mas poucos têm se importado com isso – adverte.
Glaucio Dirê é professor da disciplina Bases Biológicas do Comportamento do curso de Psicologia, do campus Ilha do Governador da Universidade Estácio de Sá. Glaucio, formado em Biologia, acredita que gestações precoces são consequencias únicas da falta de informação.
– A informação devia ser transmitida a partir da 5ª série. O ensino fundamental devia se responsabilizar por isso. É justamente nessa fase que a Biologia trata de sistema reprodutor e sexualidade. Esse seria um ótimo gancho para que o assunto fosse discutido entre os adolescentes com naturalidade. Palestras sobre os métodos contraceptivos seriam ainda melhor – orienta Glaucio.

GRAVIDEZ PRECOCE, POBREZA E VIOLÊNCIA

'MÃES SIM, ALUNAS TAMBÉM'
REPORTAGEM - GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Texto: Viviane Teixeira Chaves
Pode parecer exagero, mas especialistas consideram a gravidez precoce uma forte aliada ao sustento da pobreza e aumento da violência. Isso porque as considerações feitas estão relacionadas com o desejo das jovens engravidarem em busca de uma mudança de vida. Enquanto algumas temem ser mãe antes do tempo certo, outras regozijam ao perceber que o resultado do teste de farmácia deu positivo.
O professor Glaucio acredita que a gravidez precoce é um mal para a sociedade. Segundo ele, o número crescente de crianças abandonadas e marginalizadas é um dos exemplos que prova que a gravidez precoce está diretamente ligada à pobreza e à violência. Outro profissional que acredita nisso é a doutora Graciara.
– Tenho uma paciente que trabalha na área de saúde. Ela me disse que crianças vão até lá em busca de anticoncepcional. Um caso que ela ficou impressionada foi o de uma menina que pediu uma pílula a ela, porém nunca tinha tido a primeira menstruação. Além da questão médica, a gravidez precoce envolve o fator psicológico e social. Se uma adolescente não tem uma educação adequada, como irá educar uma criança? Isso é muito sério, explica Graciara.

PRÍNCIPES NÃO ENCANTADOS

'MÃES SIM, ALUNAS TAMBÉM'
REPORTAGEM - GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Texto: Viviane Teixeira Chaves
A semelhança entre a história de Bruna, Elaine e Thaysa não se limita ao acontecimento de terem se tornado mães muito cedo. As três adolescentes enfrentaram a dor da separação, pois descobriram, com o tempo, que o pai de seus filhos não era o companheiro ideal para eternidade, assim como nos contos de fada. Elaine terminou o namoro, quando a filha tinha seis meses. Bruna se separou de Alessandro Cavalcante, pai de Alexandre, quando o menino tinha 2 anos e meio e Thaysa ainda estava grávida quando terminou o namoro com o pai de Nicoly. O motivo do término da relação de todas três: a irresponsabilidade por parte do parceiro.
Porém, o drama de Bruna e Thaysa pode ser considerado maior do que de Elaine. Bruna tinha terminado há dois meses, quando recebeu a notícia de que o pai de seu filho havia sido assassinado.
– Fiquei horrizada. Até hoje, não existe nada comprovado, mas tudo indica que ele tinha se envolvido com uma mulher de bandido e, por isso, foi morto. O Alessandro tinha 22 anos quando foi assassinado. Depois dele não gostei de ninguém da mesma forma – revela Bruna.
Thaysa passou por uma situação parecida. Apesar de estar separada do parceiro, ela ainda gostava dele. Estava grávida de quase oito meses, quando a mãe contou que o rapaz havia sofrido um grave acidente de carro e que estava internado.
– Não sei explicar o que eu senti. Fiquei em estado de choque. A ficha não caía de jeito nenhum. Ele morreu dias depois do acidente. Foi horrível! Hoje, mostro sempre para minha filha a foto do papai dela – confessa a jovem.
Segundo o professor Glaucio, uma adolescente não está preparada para assumir determinadas responsabilidades. Ao tornar-se mãe, isso muda, pois antecipa uma fase que ainda não era para ser vivida por ela. Esse fator pode causar uma série de problemas, caso a jovem não tenha um bom alicerce.
– O despreparo é a maior preocupação. Nesse é caso, o apoio da família é fundamental, – afirma o professor.
A falta do parceiro, o abandono da família e a interrupção dos planos futuros são dificuldades enfrentadas pelas jovens mães. Ter que deixar os estudos para cuidar dos filhos, dificulta o progresso da escolarização, o que prejudica a inserção da adolescente no mercado de trabalho e contribui para o prosseguimento do ciclo de pobreza e para a falta de qualidade de vida.
Razões e falsas crenças que levam a uma gravidez na adolescência:
- Ficar livre da pressão dos pais
- Desejo de prender o namorado
- Chamar a atenção sobre si mesma
- Curiosidade
- Contrariar ordens familiares
- Ser diferente ou imitar alguém
- Carência afetiva
- Desejo que o bebê seja a fonte de carinho
- Desejo de ter mais poder

quinta-feira, 23 de julho de 2009

JILÓNAUTAS: ZONA NORTE TEM A MELHOR FESTA JUNINA DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO

JILÓ DATA
A enquete ‘Qual lugar tem a melhor festa junina do Rio de Janeiro?’, da coluna SUA VOZ!, terminou com a Zona Norte em primeiro lugar. Dos 21 internautas que votaram 11 (52%) elegeram a região como a que realiza as melhores festas juninas da Região Metropolitana do Rio. Em segundo lugar ficou a Zona Oeste, com 4 votos (19%) e a Baixada Fluminense, com 3 (14%). A Zona Sul obteve 1 voto (4%). Participaram da enquete, ainda, São Gonçalo, Niterói e um link para outros lugares.

JORNAL O DIA PUBLICA REPORTAGEM SOBRE O PROJETO REPÓRTER COMUNITÁRIO E O BLOG JILÓ PRESS


O projeto Repórter Comunitário foi pauta de uma reportagem neste domingo (19/07) no caderno Vida e Meio Ambiente, do jornal O DIA. Confira a íntegra da reportagem no texto abaixo.
Repórteres comunitários

Estudantes de escolas públicas, de 12 a 18 anos, têm aulas de jornalismo em universidade Rio - Meninos e meninas de 12 a 18 anos, estudantes de escolas públicas das zonas Norte e Oeste do Rio, participam de um projeto especial, coordenado pelo curso de Jornalismo da Universidade Estácio de Sá, no campus Madureira.
O programa ‘Repórter Comunitário’ começou há 10 meses, com o curso gratuito de mídia impressa. Depois disso, novas turmas apresentaram aos alunos os conceitos e equipamentos de radiojornalismo e telejornalismo. O objetivo não é o de despertar a vocação profissional dos alunos por meio do registro e documentação jornalísticos, mas formar senso crítico e aproximá-los da universidade.
O idealizador do projeto e coordenador do Núcleo Prático de Comunicação, professor Ricardo França, explica que o jornalismo cidadão aproxima os alunos de escolas públicas do ambiente universitário. “O curso acaba, e eles têm liberdade para frequentar o campus, o laboratório e acompanham os universitários, colaborando com o blog Jiló, voltado à comunidade. Temos planos de expandir o ‘Repórter Comunitário’ para outras seis unidades de jornalismo da Estácio (Petrópolis, Friburgo, Barra da Tijuca, Niterói e Bispo)”, explica.
Segundo ele, muitos dos jovens não liam jornais, não ouviam o noticiário nas rádios e tevês e despertaram para isso.“Estamos formando uma rede de jovens repórteres comunitários que poderão participar, informalmente, da nossa Agência de Notícias Zunido e do blog Jiló Press. Formados, eles poderão produzir matérias, reportagens e entrevistas falando de seus bairros. Quem ganha é a comunidade”, complementa o professor.
Aluno do 2º ano do Instituto Normal Carmela Dutra, Pedro Felipe Cruz, 17 anos, participou do primeiro curso e virou colaborador constante do projeto. Descobriu a vocação e já faz cobertura jornalística de eventos. “Minha preferência é a área cultural, mas a Zona Norte não tem muitos eventos culturais”, critica o jovem. Ele disse que a falta de exigência de diploma não fará com que desista de cursar Jornalismo. “Não largo mais isso nem por decreto”, diz ele, determinado.
Os cursos são oferecidos em módulos, para turmas de 35 a 40 alunos. Cada módulo tem 10 horas de aula, com um encontro de duas horas por semana. No começo, os “jovens repórteres” ficavam tímidos, mas, depois, segundo os professores, passaram a adorar sentir na pele o trabalho em estúdio. O próximo curso, de mídia impressa, terá ênfase em fanzine e blogs. Começa em agosto. Interessados devem ligar para 2488-9027.

SUBURBANO DE ALMA E CORAÇÃO



Texto: Robson Rodrigues (5º período) e Andrezza Henriques (6° período) - Estagiária Mídia Impressa / Fotos: Efraim Fernandes


Conhecido como suburbano nato com muito orgulho, o morador de Pilares e torcedor do Vasco da Gama, o ator Marcos Guimarães, 43 anos, o Marco Palito, pode não ser ainda um ilustre desconhecido na Zona Sul, mas na Zona Norte é o rei do humor. A carreira de humorista começou há 20 anos e seu personagem mais conhecido é o Bonequinho Vil, que faz uma sátira do bonequinho de críticas do cinema do O Globo. Além do Bonequinho Vil, Marcão, que atualmente é redator do programa Zorra Total, da Rede Globo, tem outros personagens como a americana Emma Grace, líder da seita do Santo Diet — um chá alucinógeno que faz a pessoa acreditar que emagreceu — e Dali de Salvador, pintor surrealista baiano que tem entre suas obras o quadro “Clodovil no harém”.


De acordo com Marcão, sua inspiração vem das ruas do subúrbio do Rio, ao observar pessoas comuns. “Minha formação foi nos bares, nas ruas e nas lonas culturais. Nos bares aprendi e criei a gincana ‘respondeu bebeu’ (onde quem participava da brincadeira e ganhava, levava uma rodada de chope grátis). Na rua conheci meus personagens, a inspiração para a criação deles. Andando pelo subúrbio você vê muita gente com histórias boas. Já nas lonas, foram elas que me deram consistência, trabalho, palco, oportunidade. Já passei também pela rádio, que me ajudou a improvisar e fazer humor no esporte. Hoje em dia trabalho na Rede Globo e sou autor roteirista do Zorra Total, lá considero como minha pós-graduação”, contou Marcão.


PROJETOS – Falando em fazer humor, Marcos Palito tem novos projetos para dar continuidade à saga humorística. “Tenho um projeto que se chamará “Rir sara e cura”. Será como se fosse uma peça, que consegue mostrar que rir pode sarar e curar. Tenho também um livro que vai reunir 30 personagens, mas ainda não tem nome. O bonequinho vil e todos os outros personagens inspirados no cotidiano suburbano estarão juntos, será como um portifólio. Tenho também um projeto em mente que é uma equipe de basquete literária, o “Lance Livro”. Vou ver se consigo alguma parceria com a CUFA para fazer esse projeto em um campeonato de basquete de rua deles. E, por fim, acabei de gravar o DVD do Bonequinho Vil. Não será vendido em nenhuma loja, a venda será feita por mãos do pessoal da produção e de toda a equipe”, adiantou.


LONAS CULTURAIS – Marcão sempre se apresentou nas lonas culturais do subúrbio e sabe a importância delas para os artistas que estão começando. Ele reclama da ausência de uma lona cultural em Madureira, a capital do subúrbio, como gostar de dizer o comediante. “As lonas surgiram há 15 anos. Elas foram reaproveitadas da ECO 92 para virar um espaço cultural. Antes disso os espetáculos no subúrbio não tinha qualidade de som e de artistas. Hoje, as lonas dão a oportunidade que o pequeno artista precisa e com muita qualidade. É bom para o artista e para a galera que mora “do lado de cá do túnel”. A classe A tem que saber que existe vida e muita qualidade cultural desse lado. Apóio essa campanha de ter uma lona em Madureira,e teria que ser Lona Cultural Tia Doca, aproveitaria o nome de uma pessoa que tem essa raiz no bairro e que representou tão bem o samba”, defendeu.

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RANKING DE POINTS SUBURBANOS LEGAIS PARA VISITAR E COMER ANTES DE MORRER


A reportagem do DAZIBAO pediu a Marcão que destacasse 10 lugares e 10 comidas típicas do subúrbio que turistas e moradores “do outro lado do túnel”, como ele gosta de dizer, conhecessem na Zona Norte antes de morrer. Mas, como ele tem uma atração mística pelo número 11, Marcão destacou 11 pontos que mais chamam a atenção na Zona Norte da cidade.


11 LUGARES QUE O MORADOR DA ZONA SUL DEVE

CONHECER NA ZONA NORTE ANTES DE MORRER


Escolas de Samba: Caprichosos de Pilares que é sua escola de coração, Portela, Império.

Jongo da Serrinha - Madureira

Piscinão de Ramos

Lonas Culturais

Cachorro – quente da praça de Marechal Hermes

Pagode da Tia Doca - Madureira

Blumenau Grill – TV no Bar – Madureira Shopping

Igreja da Penha

Ponto Cine - Guadalupe

10º Sambola - Abolição

11º Feira dos Paraíbas – São Cristóvão

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11 SABORES QUE O MORADOR DA ZONA SUL DEVE
EXPERIMENTAR NA ZONA NORTE ANTES DE MORRER


Bananada
Paçoca
Sacolé de manga e de amendoim
Churrasquinho
Ovo rosa
Cerveja / Guaraná Natural
X – TUDO
Feijoada das escolas de samba
Caldo da Abolição
10º Cinco bocas de Olaria
11º Rei do Bacalhau, na Abolição

PORTELA HIGH TECH NA AVENIDA

Carnavalesco Alex de Oliveira fará desfile tecnológico
Por Robson Rodrigues (5º período) / Andrezza Henriques (6º período)
Fotos: Assessoria de Imprensa Portela

Wireless; portal digital via satélite; inclusão digital; Educação a distância; sistemas de redes de telecomunicações e medicina robótica. O universo das novas tecnologias está virando a cabeça dos compositores da Portela que têm o desafio de destrinchar o tema para criar o samba enredo da escola para o Carnaval de 2010. Os Carnavalescos Alex de Oliveira e Amauri Santos vão levar à Sapucaí o enredo 'Derrubando fronteiras,conquistando liberdade... Rio de paz em estado de graça!', que convidará as pessoas, como internautas, a acessarem esse mundo virtual, fazendo uso do conhecimento tecnológico que liberta. O casamento entre o samba e a tecnologia promete fazer a Águia - símbolo maior da agremiação - literalmente voar na avenida.

Maior campeã do Carnaval carioca com 21 títulos conquistados, a Portela está apostando no mundo virtual para voltar a vencer. O último título da Azul e Branco de Madureira foi em 1984 quando os carnavalescos Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo levaram a avenida o enredo Contos de Areia, que contava a lenda dos deuses africanos com uma fusão com personagens portelenses famosos, como a cantora Clara Nunes, o mestre Paulo da Portela e Natal, um portelense fervoroso dono de uma banca de jogo do bicho.

INCLUSÃO DIGITAL - Muito se cogitou, há algumas décadas, que, a máquina seria o fim do homem, mas a Portela quer provar que a inclusão digital traz melhorias na qualidade de vida e será uma ferramenta que conduzirá o novo homem a uma nova realidade. “A mentalidade de muita gente vai mudar com o desfile, pois as pessoas não têm consciência da necessidade da ferramenta da internet como um meio de auxilio para melhorar a qualidade de vida. A partir do momento em que ela usar a internet não só pra buscar namoro, mas como ferramenta de ajuda, muita coisa pode melhorar. O intuito do desfile é focar que a máquina ajuda o homem, pois muito se cogitou que a maquina iria substituir o homem e não um integrar o outro”, disse um dos autores do enredo, Alex de Oliveira.

A Portela vem adotando desde 2005 os enredos de cunho social, e a escolha do tema da Inclusão Social por meio dos acessos às novas tecnologias de informação segue essa linha. É um tema complexo que vai chamar a atenção de muita gente, já que a primeira novidade foi na distribuição do enredo que foi feito em CD, um meio de familiarizar o mundo do samba com a tecnologia. “Eu e Amauri queríamos um diferencial em termos de enredo, e eu sou arquiteto e ele design então nos queríamos uma linha diferenciada na criação das fantasias e alegorias, e nada mais atual do que buscar na internet esse meio de transformação. Vamos unir tradição, beleza e tecnologia. Um engenheiro especializado em parques de diversão vai ser o responsável pelo carro mais importante do carnaval, que é a águia. Ela vai fazer uma encenação de que ela está voando”, revelou Alex.

ENREDO
“Derrubando fronteiras,conquistando liberdade...
Rio de paz em estado de graça!”
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Tens um computador,
finalmente a nova era chegou...
Ligado a rede mundial És um doutor, um sábio, mestre.... Educador
Em saber universal;
Basta pesquisar, para novos vôos alcançar,
E tens muito a colher;
Para estudar
E aprender;
Podes trabalhar e, se atualizar
Ou usá-lo para lazer;
Podes ensinar E aprender,
Com paciência
E algum vigor;
Descobrir a ciência,
Ou ser um jogador;
Tens poder para comunicar,
Ler e escrever;
Para seres um pesquisador;
Sem saíres do teu lugar
Podes ser um ator;
Podes viajar, acreditar
Podes lutar;
Ter um saber para ganhar
E ser carioca, para sonhar, num outro plano acreditar
Se tiveres informatizado
Conquistar e preciso...
Derrube as barreiras...
Acredite!
Viva a liberdade com a paz do amanhecer
Num Rio de Janeiro que, vislumbra melhorias
Através dessa ferramenta de inclusão e socialização...
Vamos viver em estado de graça!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

JILÓ NA BOLA TRAZ NOVIDADES PARA A SEGUNDA TEMPORADA DO PROGRAMA

Vencedores do Prêmio Então Mostra: Léo, Marcelino e Robson

Correspondente Internacional, Leandro, na Copa das Confederações

Junior Anes (de branco) com Gil, Carlos Alberto e Wellington Paulista

Texto: Robson Rodrigues (5º período) / Fotos: Andrezza Henriques; Leandro Gaignoux e Rodrigo Anes

O programa vencedor do Prêmio Então Mostra na categoria Melhor Programa de Rádio, o Jiló na Bola, da Rede Jiló Press de Comunicação Multimídia, está com novidades para o segundo semestre. Vinhetas, participações de convidados, informações dos times de menor expressão do Rio, além, é claro, das noticiais da África do Sul, enviadas pelo correspondente ‘bafana, bafana’, Leandro Gaignoux. Muita irreverência e descontração prometem continuar fazendo parte de todas as edições que vão ao ar no blog, todas as segundas, quartas e sextas-feiras, já a partir do dia 27 de julho, com Léo Vieira, Júlio Marcelino, Robson Rodrigues, Daniel Almeida e participações de Junior Anes.

Depois de quase um mês de descanso, devido as férias e, também, na produção da segunda temporada do programa, o meninos do Jiló na Bola não vêem a hora de “entrar em campo” novamente. “Estamos ansiosos para retornar logo às gravações. Já estamos de férias há mais de um mês e nosso pensamento é igual ao de um jogador de futebol: ficar só treinando não é bom, bom é jogar. Essa fase de produção é legal para dar uma levantada no programa, mas dá saudades de voltar às gravações”, diz Julio Marcelino. Como toda segunda temporada de programa, o Jiló na Bola vem com novidades para o segundo semestre. Permanecem os quadros do Jiló na Manteiga e Baba do Jiló, onde são eleitos os melhores e piores jogadores da rodada.

VINHETAS – O programa volta com uma nova sonoridade, já que agora todos os participantes terão suas vinhetas de apresentação. “As vinhetas serão mais uma novidade do programa. Cada participante terá a sua. É uma forma de melhorar o programa e deixar ele mais engraçado também. Outra coisa que muda para a segunda temporada, é que vamos aderir a moda do Twitter, e o Junior Anes, que já tinha um quadro no programa onde falava com os jogadores, agora vai ter um quadro especial que será o “Por dentro do Carioquinha”, que vai falar dos times de menor expressão do Rio de Janeiro. De resto está tudo igual, sempre com muito humor”, conta Léo Vieira.

O Jiló na Bola conta com um diferencial para a cobertura internacional. O estudante Leandro Gaignoux saiu da Selva de Pedra, em Madureira, para desbravar as Savanas Africanas. O jovem repórter continua com um quadro todas as segundas-feiras, onde conta casos curiosos sobre o país, além de tentar o grande objetivo do quadro: entrevistar Joel Santana. “O Leandro garantiu que nessa nova temporada do programa já tem uns contatos e vai entrevistar o Joel Santana, além de sempre entrar com novidades da cultura, culinária e curiosidades sobre a África do Sul”, revela Robson Rodrigues.

As mulheres dominam cada vez mais o mercado de trabalho, mas ainda não têm seu espaço na mesa redonda do Jiló na Bola. Tirando a voz feminina da abertura do programa, não há mulheres participando do Jiló.”Uma mulher traria discórdia entre nós (risos), mas a verdade é que não achamos na fase de produção nenhuma mulher que estivesse interessada em participar do Jiló na Bola, se aparecer alguma, quem sabe?”, explica Robson.

As novidades estão saindo do forno e, agora, é esperar até o dia 27 de Julho para conferir o Jiló na Bola no blog http://www.jilopress.blogspot.com/ ou todas as edições no blog http://www.radiojilo.blogspot.com/. “Nós sempre fazemos as coisas pensando em agradar, mas nem “o cara lá de cima” agradou a todos. Estamos confiantes de que, com as novidades, vamos trazer cada vez mais ouvintes e permanecer com os que nos acompanham desde o início”, finaliza Léo Vieira.

terça-feira, 21 de julho de 2009

CAMELO VAI COMBATER ROUBOS E FURTOS NA ZN

SEGURANÇA PÚBLICA

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O CORONEL EDIVALDO CAMELO - NOVO COMANDANTE DO 9º BPM

Texto: Robson Rodrigues (5º período) / Fotos: Talita Paranhos (2º período)


O 9º BPM (Rocha Miranda) tem um novo comandante: coronel Edivaldo Camelo da Costa, efetivado no dia 9 de julho depois de ter a sua gestão elogiada no comando do 5º BPM (Praça da Harmonia). Pai de dois filhos, está no terceiro casamento. Natural do Ceará, chegou no Rio de Janeiro com 4 anos de idade e passou a infância em Padre Miguel. Torcedor do Fluminense, evangélico, hoje mora na Glória. O novo comandante falou ao DAZIBAO que o foco de sua administração será mudar a mentalidade dos policiais: “Vou colocar a “galera” no asfalto para conter roubos e furtos de veículos”, promete.


De acordo com as estatísticas de criminalidade do mês de abril, divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), o coronel Camelo vai ter trabalho. Na área do 9º BPM aconteceram 39 casos de homicídio doloso e 815 roubos contra pedestres.


Com 27 anos destinados à Polícia Militar, Camelo passa a comandar o batalhão que cobre Vila Cosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Irajá, Colégio, Vicente de Carvalho, Oswaldo Cruz, Campinho, Cascadura, Quintino Bocaiúva, Madureira, Engenheiro Leal, Cavalcanti, Turiaçu, Vaz Lobo, Marechal Hermes, Bento Ribeiro, Coelho Neto, Acari, Barros Filho, Costa Barros, Pavuna, Honório Gurgel, Rocha Miranda e Praça Seca.


ZONA NORTE E BAIXADA: ‘TERRA DE MALBORO’


“Quando eu era aspirante, o meu batalhão era o 16º (Olaria). Então, eu sempre trabalhei na Zona Norte e percebo que os recursos da PM são, em grande parte, alocados para a Zona Sul. Não há como fugir disso, acontece em qualquer país do mundo. Pontos na cidade voltados para o turismo são mais cuidados do que outras áreas. Apesar de que, atualmente, está resgatando muito essa parte social. Eu acho que as pessoas começaram a ficar mais esclarecidas. A lutar mais pelos seus direitos e, aí, você vê hoje as pessoas reivindicando policiamento, água, luz, esgoto. Hoje já melhorou muito com relação a anos atrás. Subúrbio e baixada, eram chamados de “terra de Malboro”, onde tudo se podia, tudo era válido, tudo era fora da lei. Hoje em dia a coisa não é bem assim, está muito melhor.”


SUBSTITUIÇÃO NO COMANDO DO 9º BATALHÃO


“Eu fico muito feliz em herdar a gestão do coronel Batalha, que é um oficial sério e comprometido. Mas cada um tem seu estilo, sua forma de trabalhar. O batalhão está bem, mas acho que a gente precisa se voltar muito mais para o que acontece no asfalto, principalmente à prevenção de roubos e furtos de veículos, esse vai ser o meu foco. Fazer um trabalho preventivo para inibir essas ações. Isso nunca vai terminar, mas podemos diminuir. Temos que mudar a mentalidade dos policiais daqui do 9º BPM. Eles têm aquele estigma de que “sou de um batalhão operacional, então, o meu negócio é favela, não tenho que me preocupar com o cara que está sendo roubado ali na esquina”, pensam. Mas, na verdade, nosso maior cliente, aquele que busca pelo socorro, são as pessoas da comunidade, porque tem muita gente boa na comunidade. Seria melhor se não tivesse, pois entrava lá, batia em todo mundo, dava tiro em todo mundo e ficava tudo certo. Mas, pelo contrário, a grande maioria das pessoas da comunidade são de bem. Então, o foco é direcionar o policiamento para o asfalto. As viaturas que não estiverem nas favelas vão fazer um roteiro pré estabelecido para fazer rondas nas ruas buscando conter o aumento dos crimes.”


AS MULHERES NA POLÍCIA MILITAR

“As mulheres estão ocupando espaço em todos os lugares, mas se a Policia Militar fosse uma empresa privada, você contraria uma mulher? Essa é a pergunta que eu faço. Porque se fosse uma empresa privada, você visaria o lucro, o trabalho. Então, a mulher não poderia fazer algumas coisas, como entrar na favela, trabalhar em radiopatrulha. Eu entendo a modernidade, mas a mulher não consegue fazer a mesma coisa que o homem faz. E se alguém falar que faz, é mentira. Nós temos hoje três unidades da polícia comandadas por mulheres. Acho que, para comandar batalhão não tem problema, mas depende do batalhão, pois aqui é um batalhão que você tem que ir com os “caras” na favela, mostrar que você faz igual a eles, até melhor. Tem que mostrar disposição. Adoro e sou dependente delas, mas a Polícia Militar, não é um serviço adequado para as mulheres.”


O BAIRRO DE MAIOR PROBLEMA E OS CRIMES A SE ENFRENTAR

“A Pavuna, onde tem a pedreira, é um dos lugares mais perigoso.O tráfico é o maior problema, já que são 93 favelas nessas áreas, mas tirando a parte do tráfico, o maior problemas são as ações de roubo e furto de veículos. Estamos pegando os 20 homens que ficam aqui 24 horas e estamos dividindo em cinco equipes de quatro e colocando um em cada local, isso é uma coisa especial que nós estamos fazendo, algo que não tinha.”


MILICIANOS


“Acho que as milícias iniciaram com um ideal romântico, mas quando se trata de seres humanos pode se esperar qualquer coisa, e o ser humano é dominador. Então, se hoje ele começa dominando a parte de gás, a parte do “gato net” de forma clandestina, amanhã eles começam a se achar com muito poder e começam a fazer as mesmas coisas que os bandidos faziam. Eles começaram com uma proposta, mas na prática não é nada disso, então hoje eles são piores do que os bandidos.”


COMANDANTE CAMELO POR ELE MESMO


“Eu me vejo, primeiramente, por ser uma pessoa evangélica, uma pessoa com muita fé. E tem duas características que são fundamentais para que eu possa ser bem sucedido como fui no 5º BPM (Praça da Harmonia): ter humildade e justiça. Humildade é você tratar as pessoas iguais, é ouvir a opinião das pessoas, reconhecer que está errado, é mudar o que pensa quando alguém te mostra que aquilo está errado, seja soldado, seja alguém da comunidade. Eu não sou modesto, modéstia para mim cheira a falsidade. Sou extremamente humilde e procuro ser justo, embora como qualquer ser humano eu cometa erros. Essas são as duas coisas que eu carrego para ser bem sucedido na minha profissão.”

sexta-feira, 17 de julho de 2009

FEIJOADA IMPERIAL


Texto e fotos: Diego Mendes (Assessoria de Imprensa do GRES Império Serrano).
Edição especial de homenagem a Mano Décio da Viola

Se você curte o bom e velho samba de raiz, com sambistas de verdade, feijoada de qualidade, segurança e um clima pra lá de familiar, não pode perder a Feijoada Imperial. E como é promovida todo 3º sábado do mês, verdade seja dita, a probabilidade é que você vire freguês. A próxima edição, além de tudo isso, promete muita emoção em virtude das homenagens ao centenário de vida de Mano Décio da Viola.

Parceiro de nada menos que Silas de Oliveira, o imperiano Mano Décio é também autor de obras-primas como “A Paz Universal” (ou “Conferência de São Francisco”) – samba de 1946, da extinta Prazer da Serrinha, que atendia aos anseios de Getúlio Vargas –, “Exaltação a Tiradentes” (Joaquim José / Da Silva Xavier/ Morreu a 21 de abril/ Pela independência do Brasil/ Foi traído/ E não traiu jamais/ A inconfidência de Minas Gerais...), Medalhas e Brasões – polêmico em razão de abordar o conflito Brasil-Paraguai –, Heróis da Liberdade, entre outros.

Como não poderia deixar de ser, seu ilustre filho, Jorginho do Império, lembrará algumas destas pérolas que Mano Décio deixou para a posteridade. Além disso, em virtude do sambista ter também passeado em Mangueira, Portela e Imperatriz Leopoldinense, por exemplo, foram convidados intérpretes e casais de mestre-sala e porta-bandeira das co-irmãs. E assim, a Feijoada Imperial ganhará uma boa dose de nostalgia ao trazer à tona tão valioso legado.

As atrações, contudo, não param por aqui, não. Quem abre a festa é o competente grupo Senzala, que acompanhará ainda os repertórios da “cantora especial” Ana Paula, Andréia Caffé e Conceição de Almeida. Já no início da noite entram em cena Mestre Gilmar e a bateria Estandarte de Ouro, com um show de “paradinhas”. Os ritmistas passarão a ditar o ritmo do evento, embalados pela voz potente de Anderson Paz. Por fim, o público saudará o glorioso pavilhão verde-e-branco através das apresentações do 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Charles Eucy e Danielle Nascimento, e do 2º casal imperiano, Alex Marcelino e Raphaela Caboclo.

Vale lembrar que esta edição da Feijoada Imperial, devido à celebração do centenário de Mano Décio da Viola, conta com a parceria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Instituto Cultural Cravo Albin, que promoverão, até julho de 2010, outras tantas homenagens.

A entrada para o evento, que será no próximo sábado (18/07) com início às 13h, custará R$ 10. O prato do feijão preparado por Tia Néia e sua equipe também será servido, com um copo de caipirinha, a R$ 10. Quem preferir poderá ainda adquirir o kit (camisa + entrada) a R$ 15. A quadra do Império Serrano fica na Av. Ministro Edgard Romero, nº 114, em Madureira. Censura livre. Informações pelo tel. 2489-5696.

terça-feira, 14 de julho de 2009

UNÇÃOCORE FEST AGITA CASCADURA

Banda Passion no palco
Banda Santo Cristo - Divulgação

Texto: Pedro Cruz (Repórter Comunitário / Irajá) /Foto: Divulgação

A casa de shows Planet Music, em Cascadura, Zona Norte do Rio, deu lugar há um buraco de underground gospel na noite desta sexta-feira (10/07). O evento produzido pela produtora gospel UNÇÃOCORE, teve a participação das bandas Dred’s, Neemias 2, Passion, Santo Cristo e Missão Reobote. O evento começou por volta das 19hs. O principal objetivo foi, levar a palavra de Deus através da arte musical, no som do rock. Fãs, cristãos e afins agitaram a festa ao som das bandas.

Dred’s, a banda formada por Daniel, Renato, Petter e Gustavo, abriu o evento. Na entrevista, Daniel brinca dizendo que, o publico alvo da banda são crianças, adolescentes, adultos e idosos, todas as gerações e, o principal objetivo da banda é, levar o evangelho de Cristo aos que não conhecem. Um dos sons que agitaram a galera foi “O sonho”, que levou jovens cristãos a adoração.

A banda Passion, formada por Anderson Medeiros, Rafael Quintanilha, Fabio Porto, Thiago Granato e Cláudio Gabilan, foi a terceira a se apresentar no show. Anderson, Thiago e Cláudio foram os estreantes da banda em show. Em entrevista exclusiva, conversamos um pouco sobre o trabalho da banda. Veja a seguir.

JILÓ PRESS: Quando começou o trabalho da banda?

Passion: A banda começou no inicio do ano passado. A idéia surgiu com o guitarrista e produtor Rafael, conhecido como Raffa. “Eu sempre quis montar uma banda de rock envolvida com esse tema, de falar coisas que a gente acredita, tanto em Deus, quanto sentimentos como amor, esperanças, sonhos e tudo mais”, diz Raffa. A banda começou comigo e a galera “abraçou” a causa.

JILÓ PRESS: Qual o principal objetivo da banda?

Passion: Nós nunca tivemos um principal objetivo, estamos aí para dizer a verdade, nós estamos para fazer música, mas música com qualidade, fazendo com que as pessoas gostem do que se trata a banda, a arte musical e, é nesta arte que expressamos tudo aquilo que há dentro de nós, o amor em Cristo, o amor entre as pessoas.

JILÓ PRESS: Qual foi a experiência mais marcante com o publico?

Passion: Fabio. Nós tivemos uma experiência digamos positiva por um lado e, negativa por outro. Foi quando nós fizemos um show somente para os empregados do local. Nesse dia, quando acabamos o show, que fizemos para os donos da casa que não eram cristãos (risos), vieram até a gente e perguntaram se nós éramos evangélicos, pois nunca dizemos que somos assim. E nós respondemos que sim. Depois disso eles disseram, “isso realmente faz a diferença”. Isso é muito gratificante para o nosso trabalho para honra e glória do Senhor.

JILÓ PRESS: Como está sendo a expectativa dos estreantes de hoje?

Passion: A melhor possível. Se a gente trouxer expectativas negativas, vai acabar trazendo resultados também negativos, e isso pode acabar com nossa apresentação. O trabalho da banda com a divulgação está sendo bem positivo e, as respostas também estão sendo positivas. Por isso, estamos bem confiantes e estamos realizando um ótimo trabalho.

JILÓ PRESS: Como é a história do rock no evangelho? Foram bem aceitos ou tiveram complicações?

Passion: Ainda existe um pouco de preconceito em relação a isso. “Deus criou a musica, Ele não criou o samba, o rock, mais sim a música em geral, e como tudo que Deus criou é perfeito, eu considero perfeito, não tem porque esse preconceito”, diz Cláudio.

JILÓ PRESS: Já tiveram problemas em relação ao estilo da banda para tocar em outras igrejas?

Passion: Isso ainda é uma dificuldade. Hoje em dia já é até uma realidade. Raffa, que trabalha com musica (rock) há 13 anos diz que sempre foi muito difícil o trabalho de bandas dentro das igrejas. Acho até legal hoje em dia, a galera mais nova conseguindo um espaço amplo. As igrejas estão aceitando mais.

JILÓ PRESS: Como é a maneira de alcançarem o publico de vocês, sendo cristãos ou não? Como é o trabalho de levar o evangelho através do rock para as pessoas que ainda não conhecem a palavra?

Passion: “Bom, nós vamos lá e tocamos rock. O rockeiro gosta de rock, ele vai ouvir se a gente tocar um bom rock e através disso, vai ouvir tudo o que nós temos a dizer, que é o evangelho através da música. Nós podemos ser um roqueiro servindo a Deus”, diz Fabio.

JILÓ PRESS: O guitarrista e produtor têm um projeto solo. Conta pra gente um pouco sobre esse trabalho.

Passion: Raffa. Está em atividade, estou começando a montar meu primeiro CD solo instrumental. Está sendo legal essa experiência, tenho feito vários workshops, tocado em alguns shows, etc.

JILÓ PRESS: E sobre o CD da banda?

Passion: Em agosto estamos entrando em estúdio para gravar. Este CD é um projeto que está se concretizando de uma forma sobrenatural. Depois que estiver pronto, o próximo passo é saber se vamos lançar por alguém ou como trabalho independente. As musicas já estão compostas, os arranjos estão sendo concluídos, tudo pronto para a gravação.

SANTO CRISTO EMPOLGA EVANGÉLICOS

A quarta banda a se apresentar foi a Santo Cristo, composta por Rafael (Rafox) no baixo, Daniel na guitarra e Bruno na bateria. As músicas que mais agitaram a galera foram “No Limite” e “Minha Paz”. A banda também contou com uma participação especial, da amiga da banda Drielle, que pertence a Igreja Batista Nova Ebenézer, da qual toda a banda faz parte, cantando um de seus hits.

A banda começou através de projetos entre participantes da banda. Rafael, também conhecido como Rafox e Bruno, começaram os ensaios no final do ano passado. Convidaram Daniel, que no inicio tinha um pouco de dificuldade, mais foi “vingando”. “Deus foi trabalhando em nossos projetos”, diz Daniel. A cada ensaio, duas musicas surgiram e os integrantes começaram a levar mais a sério, foram amadurecendo e mudando.

A banda já está em atividade há quase seis meses, mais antes, já “brincavam” de rock. A experiência mais marcante na história da banda foi quando tocaram em uma igreja em Bonsucesso, zona norte do Rio, que era tradicionalíssima. “Nós chegamos com coragem mesmo, o pessoal da terceira idade já começou a olhar “torto” pra gente, aí eu disse: será o que Deus quiser, vamos tocar nosso som, ser nós mesmos”, diz Rafael. Bruno ainda completou dizendo: “Antes da gente tocar, fizemos uma oração e entregamos nas mãos de Deus e, nessa oração, Ele já tinha começado a operar. Quando acabou o show, as pessoas que assistiram chegaram até nós e disseram: Nunca tinha visto rock com unção”.

ROCK DO BEM

Quando perguntei sobre o rock no evangelho, Bruno disse que, as pessoas terão visões diferentes, basta que você direcione o teu trabalho em um foco, e as pessoas vão entender. Encontramos um artigo muito interessante no myspace da banda, que dizia o seguinte: “Mudanças fazem parte da vida, que podem ser tanto para o bem quanto para o mal”. Eles explicaram que, depois da formação da banda, tudo mudou. “Você deixa de ser você mesmo e segue aquilo que Deus quer para você”, disse Rafox, empolgado com o que estava dizendo.

“A gente procura ta sempre lutando para nunca desistir mesmo. Eu acho que a maior batalha hoje em dia é estar mesmo no centro da vontade de Deus, porque hoje em dia, quase tudo esta voltado para você cair e sair da presença dEle (referindo-se a Deus), qualquer coisa que você faça as pessoas já te olha julgando, dizendo o porque que estamos fazendo aquilo se somos diferencial, se temos uma banda. Nunca vamos desistir porque Deus está sempre com a gente, pois os problemas podem ser do tamanho de uma muralha, mais só a mão de Deus supera todas as muralhas”.

Os próximos planos para a banda é terminar o CD demo, previsto para daqui a 2 meses. Rafael diz que, o principal foco da banda não é estar tocando somente em igrejas, é tocar nos lugares onde a palavra de Deus não tem espaço, acesso; é tocar em todos os “buracos” de underground. “Se tiver que tocar com bandas satânicas nós vamos tocar, é isso que Deus nos direcionou”. Bruno: “É ser sal fora do saleiro”. Daniel: “Ir onde ninguém foi”.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PRESIDENTE DO IMPÉRIO COMEMORA 65 ANOS



Humberto Soares Carneiro com amigos na festa do seu aniversário
No mundo do samba ele é considerado, no mínimo, um presidente heterodoxo. Graduado em Química, vive com simplicidade, dispensa seguranças e não abre mão de estar sempre junto àqueles que, democraticamente, o reelegeram ano passado. Talvez este seja o segredo da popularidade de Humberto Soares Carneiro. Não à toa, ele ontem, quando completou 65 anos, recebeu muitos amigos na quadra do Império Serrano.

Não é fácil representar uma escola conhecida por sua resistência e impregnada pela filosofia humanista. Mais difícil ainda é multiplicar o amor por uma agremiação que, apesar de priorizar suas raízes e sua relevância cultural, sofre bastante com a complexidade social, política e econômica no dia a dia.
“É complicado sobreviver a tudo isso sem um patrono, sem ceder a projetos ilícitos, mas o Império consegue e o faz com dignidade. A escola se sustenta graças a seus associados, eventos, apoiadores, subvenção. E por quê? Porque o Império Serrano é cultura, mas lhe falta esse reconhecimento. E porque o Humberto é um homem honesto. Desde que chegou, ele só somou, nada desabona sua conduta. Dessa forma, eu, que tenho 50 anos de Império, e todos os outros imperianos somos imensamente gratos a ele”, disse Seu Acari, presidente do Conselho Deliberativo.

José Carlos Machine, 40 anos de Carnaval e 25 como “Síndico da Passarela”, é outro que atribui a Humberto Soares Carneiro muitas das vitórias e conquistas da verde-e-branca. Acompanhado da esposa, ele foi também dar seu abraço ao presidente. "Sem puxar saco, e sequer tenho motivos para isso, afirmo que Humberto é não só uma pessoa maravilhosa como um bom administrador. Ele sabe conduzir a escola que este ano, acredito, foi injustiçada. Por isso, tenho certeza de que em 2010 o Império volta ao Grupo Especial”, comentou.

Amigo de infância, o jornalista José Carlos Netto também marcou presença na festa em Madureira, embalada pela rapaziada dos grupos Só Preto Sem Preconceito e Desejo no Olhar. Admirador do estilo Humberto de gerir a agremiação, o colunista do jornal Povo do Rio lembrou que soltar pipa não era o forte do imperiano. “Quando meninos, na Vila da Penha, ele só perdia na pipa. Mas aquele garoto tornou-se um homem inteligente e que só vem evoluindo administrativamente. Em razão de sua gestão transparente e honesta, o Império hoje tem outra postura como escola de samba, deixou de ser dominado por grupos, é de todos os que gostam dele. Devido a isso, inclusive, não importa em qual grupo do carnaval carioca o Império desfile. Sua quadra está sempre repleta de gente, pois aqui, sabe-se, encontramos samba puro e de verdade”, declarou ele, que recentemente assumiu a vice-presidência da Harmonia da Estação Primeira de Mangueira. Nada do Império, tudo pelo Império.
Foi pensando assim, um ensinamento transmitido por seu pai, o competente capitão de mar e guerra e engenheiro naval Clóvis Nunes Carneiro, que Humberto ganhou a confiança e o carinho dos imperianos. “Posso até errar, como sei que já fiz, mas nunca maliciosamente. Se aconteceu foi porque fugiu ao meu controle, pois nunca vou trair o Império Serrano, que faz parte do meu projeto de vida. Dizem que cada homem tem seu preço, eu não conheço o meu”, salientou o aniversariante. (Assessoria de Imprensa do GRES Império Serrano Cássia Valadão; fotos Diego Mendes)

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